Investimentos alternativos: dúvidas sobre enquadramento europeu

A diversificação dos investimentos das seguradoras em Portugal continua a ser um tema polémico, especialmente no que diz respeito ao novo enquadramento europeu da União da Poupança e Investimento. Durante o Fórum Nacional de Seguros 2026, José Gonçalves, CFO da Prévoir, expressou preocupações sobre a capacidade da nova legislação europeia em acomodar investimentos alternativos.

Atualmente, as seguradoras portuguesas gerem cerca de 57 mil milhões de euros em ativos financeiros, dos quais aproximadamente 60% estão alocados em obrigações. Este perfil conservador reflete a abordagem tradicional do setor, que ainda hesita em explorar novos horizontes. Gonçalves destacou que, embora os seguros de vida associados a fundos já ofereçam uma maior exposição a diferentes ativos, a utilização de mecanismos alternativos de investimento levanta questões sobre a conformidade com as diretrizes europeias.

O CFO da Prévoir sublinhou a incerteza que rodeia a nova legislação, afirmando: “Coloco aqui uma grande dúvida sobre se a nova legislação europeia consegue permitir que esses seguros de vida ligados possam ter como ativos subjacentes os mecanismos alternativos de investimento.” Esta afirmação reflete uma preocupação crescente entre os profissionais do setor sobre a viabilidade de integrar investimentos alternativos nas suas carteiras.

Uma das principais dificuldades identificadas por Gonçalves é a avaliação do risco associado a estes ativos. Muitas vezes, os investimentos alternativos não têm uma cotação de mercado clara nem uma notação de risco definida, o que dificulta a sua inclusão nos produtos de seguros. Esta situação pode levar as seguradoras a adotar uma abordagem cautelosa, limitando a sua capacidade de diversificação.

À medida que o setor procura adaptar-se às novas exigências e oportunidades, a discussão sobre investimentos alternativos torna-se cada vez mais relevante. As seguradoras precisam de encontrar um equilíbrio entre a segurança dos seus ativos e a necessidade de inovação.

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investimentos alternativos Nota: análise relacionada com investimentos alternativos.

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Fonte: ECO

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