Comprar casa antes dos 35 anos implica prestações mais altas

Comprar casa antes dos 35 anos pode ser um desafio financeiro significativo para os jovens. De acordo com a Análise de Mercado de Crédito Habitação do ComparaJá, a prestação média mensal para quem adquire um imóvel nesta faixa etária é de cerca de 817 euros, enquanto os compradores com mais de 35 anos pagam em média 715 euros. Esta diferença de 14% revela como o crédito habitação se torna mais oneroso para os mais novos.

A razão para esta discrepância não está apenas no preço das casas, mas sim na forma como os jovens estruturam o seu financiamento. Normalmente, os compradores mais novos entram no mercado com menos poupança acumulada, o que resulta numa entrada inicial mais baixa. Enquanto um comprador acima dos 35 anos costuma colocar cerca de 56 mil euros como entrada, os jovens aportam apenas cerca de 33 mil euros, financiando assim uma maior parte do valor do imóvel.

Este menor valor de entrada implica que o montante total imputado ao crédito, conhecido como MTIC, é significativamente superior para os mais novos. Os dados indicam que, para quem tem menos de 35 anos, o MTIC ronda os 363 mil euros, em comparação com cerca de 253 mil euros para os compradores mais velhos. Este aumento no capital financiado leva a prestações mensais mais elevadas e a prazos de pagamento mais longos, o que, por sua vez, eleva ainda mais o valor das prestações.

Rita Sogalho, Team Leader de Crédito Habitação do ComparaJá, explica que este padrão é uma tendência geracional bem conhecida. Os jovens que compram cedo frequentemente o fazem sem uma almofada financeira sólida, compensando a falta de poupança com mais crédito e prazos mais extensos. Esta situação resulta em prestações mais elevadas e uma maior exposição às flutuações das taxas de juro.

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Além disso, este cenário explica por que os jovens são os mais afetados por cada alteração nas taxas de juro da EURIBOR. Com prestações mais altas e taxas de esforço mais apertadas, são eles que sentem primeiro o impacto das decisões de política monetária. Portanto, é crucial que os jovens compradores de casa estejam cientes destas dinâmicas antes de se comprometerem com um crédito habitação.

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Fonte: Sapo

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