Em 2024, a União Europeia (UE) apresentou um rácio de 16,7 juízes por cada 100.000 habitantes, de acordo com dados do Eurostat. Este número representa uma diminuição em relação aos 17,7 juízes por 100.000 habitantes registados em 2014. Em Portugal, o rácio é de 16,12 juízes por cada 100.000 habitantes, um valor que se encontra abaixo da média europeia.
Os países com o maior número de juízes por habitante são a Croácia e a Eslovénia, com 43,3 e 40,2 juízes por 100.000 habitantes, respetivamente. O Luxemburgo (36,0), a Bulgária (35,4) e a Roménia (35,3) completam o top 5. Por outro lado, a Irlanda apresenta o rácio mais baixo, com apenas 3,6 juízes por 100.000 habitantes, seguida pela Áustria (4,3), Espanha (6,2), Chéquia (6,7) e Itália (7,9).
No que diz respeito à representação feminina, as mulheres constituem a maioria entre os juízes na maioria dos países da UE. A única exceção é a Irlanda, onde 56,4% dos juízes são homens, em comparação com 43,6% de mulheres. Em Portugal, a situação é bastante favorável, com 67% dos juízes a serem mulheres.
A Eslovénia destaca-se como o país com a maior percentagem de juízas, representando 81,4% do total de juízes, com 694 mulheres em comparação com 159 homens. A Letónia segue de perto, com 79,7% de juízas, enquanto a Grécia também apresenta uma percentagem elevada, com 75,5% de juízas. Estes dados refletem uma tendência crescente de inclusão feminina na justiça, embora a disparidade entre géneros ainda persista em alguns países.
A análise dos juízes na União Europeia revela não só a diminuição do número de juízes por habitante, mas também uma mudança significativa na composição de género. A presença crescente de mulheres no sistema judicial é um passo importante para a igualdade de género na justiça.
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Fonte: ECO





