A Comissão Europeia anunciou um ambicioso plano para duplicar a taxa de eletrificação na Europa até 2040. O objetivo é reduzir a diferença de preços entre a eletricidade e os combustíveis fósseis, uma medida que visa incentivar a transição para fontes de energia mais limpas. O Comissário Europeu da Energia, Dan Jorgensen, destacou que, em muitos Estados membros, os impostos sobre a eletricidade são superiores aos aplicados ao gás natural, o que desincentiva a mudança para soluções energéticas mais sustentáveis.
O novo Plano de Ação para a Eletrificação propõe que os impostos sobre a eletricidade não sejam mais pesados do que os impostos sobre o gás. Além disso, a Comissão Europeia planeia eliminar progressivamente os subsídios aos combustíveis fósseis, que atualmente representam um grande custo para a União Europeia. Jorgensen afirmou que “temos de parar com estes subsídios” e que, ainda este ano, serão apresentadas medidas concretas para esta eliminação.
A meta estabelecida pela Comissão é que 46% da energia consumida nos países da União Europeia seja proveniente de fontes elétricas até 2040, o que representa um aumento significativo em relação à taxa atual. A Comissão estima que esta mudança poderá resultar numa redução de 260 mil milhões de euros anuais em despesas com combustíveis fósseis até essa data. Para alcançar este objetivo, é fundamental acelerar a eletrificação em setores como a indústria, transportes e edifícios.
A diferença de preços entre a eletricidade e os combustíveis fósseis é um fator que frequentemente desencoraja a adoção de tecnologias mais limpas, como bombas de calor e veículos elétricos. Para combater isso, a Comissão propõe que os custos da eletricidade não sejam mais de duas vezes e meia superiores aos preços do gás para consumidores domésticos e nunca mais de duas vezes para a indústria.
Além disso, Bruxelas pretende aumentar a instalação de bombas de calor até 2030, em comparação com os níveis de 2025, e introduzir um “mecanismo de mercado” para incentivar as vendas. A Comissão também quer garantir que, até 2030, pelo menos 50% dos consumidores tenham contadores inteligentes, permitindo uma gestão mais eficiente do consumo de energia.
No que diz respeito à mobilidade, Jorgensen destacou a importância dos regimes de leasing sociais, que têm mostrado resultados positivos em vários Estados membros, e que devem ser expandidos por toda a Europa. O pacote de eletrificação também prevê apoio financeiro para desenvolver a infraestrutura de carregamento de veículos pesados, promovendo assim uma transição mais rápida para a mobilidade elétrica.
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Fonte: ECO





