EUA restauram privilégios comerciais para Hong Kong, China aplaude

A China expressou satisfação com a decisão dos Estados Unidos de não renovar uma ordem executiva que revogava o estatuto comercial especial de Hong Kong. Este passo é considerado um avanço significativo na implementação de consensos alcançados em encontros entre Pequim e Washington.

Na passada sexta-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou que não renovaria a ordem executiva, que foi assinada em julho de 2020 durante a presidência de Donald Trump. Esta medida foi uma resposta à imposição de uma lei de segurança nacional pela China, que visava restringir a dissidência política em Hong Kong.

Um porta-voz do Ministério do Comércio da China aplaudiu a decisão, que foi confirmada pela agência de notícias Xinhua. O ministério sublinhou que, durante as consultas económicas e comerciais entre os dois países, realizadas em Madrid no ano passado, os EUA assumiram compromissos relacionados a Hong Kong e ao investimento.

O porta-voz enfatizou que a manutenção da prosperidade e estabilidade de Hong Kong é benéfica tanto para a China como para os Estados Unidos. A alteração da política norte-americana em relação a Hong Kong é vista como uma resposta às expectativas da comunidade internacional.

A China espera que os EUA honrem as convenções internacionais e respeitem a soberania do país, assim como o Estado de direito na Região Administrativa Especial de Hong Kong. O porta-voz acrescentou que a restauração e o fortalecimento das relações económicas e comerciais com Hong Kong são essenciais para a construção de uma relação construtiva e estável entre os dois países.

Apesar da decisão de não renovar a ordem executiva, o porta-voz do Departamento do Tesouro dos EUA reafirmou que as sanções previstas na Lei de Autonomia de Hong Kong de 2020 continuarão em vigor. Esta lei penaliza as autoridades que promovem políticas que limitam a autonomia do território. A ordem executiva de 2020 foi justificada pela crença de que Hong Kong já não possuía a autonomia necessária para merecer um tratamento diferenciado em relação à China continental.

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A lei de segurança nacional foi aprovada pela China após os protestos do movimento pró-democracia em 2019, que foram os mais significativos desde que Hong Kong voltou ao domínio chinês em 1997. O Governo de Hong Kong também reconheceu a “mudança positiva na política dos EUA” em relação à cidade, destacando que a salvaguarda da prosperidade e estabilidade de Hong Kong é do interesse comum de ambos os países.

Leia também: A evolução das relações comerciais entre China e EUA.

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Fonte: Sapo

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