Novo primeiro-ministro britânico cancela cartão de cidadão digital

O novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, decidiu abandonar o projeto de cartão de cidadão digital que tinha sido anunciado pelo seu antecessor, Keir Starmer. Esta informação foi confirmada por um porta-voz do governo no passado sábado. O projeto, que visava combater a imigração ilegal, gerou uma onda de preocupações entre os cidadãos britânicos, que tradicionalmente são avessos a medidas de controlo de identidade, especialmente num país onde não existe um bilhete de identidade oficial.

Keir Starmer, que deixa o cargo na próxima segunda-feira, tinha proposto a introdução de um cartão de cidadão digital nacional até 2029. Este cartão não seria obrigatório, mas seria necessário para comprovar o direito ao trabalho. No entanto, a iniciativa encontrou resistência não só entre a extrema-direita, que a via como uma forma de controlo governamental, mas também entre a maioria dos partidos da oposição.

Burnham, também do Partido Trabalhista, afirmou que todos os recursos que seriam alocados para o cartão de cidadão digital serão redirecionados para áreas mais urgentes, como o combate à crise do custo de vida que afeta muitos britânicos. “Todo o tempo e todos os recursos que iam ser dedicados a este projeto de cartão de cidadão digital serão, em vez disso, afetados onde são mais necessários”, declarou o porta-voz.

A decisão de cancelar o projeto surge num contexto de crise económica prolongada, que tem contribuído para a impopularidade de Starmer. Os britânicos enfrentam um aumento significativo nos preços da energia e dos produtos alimentares, exacerbados pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Burnham tem como prioridade relançar a economia e melhorar o nível de vida da população.

Apesar do cancelamento do cartão de cidadão digital, o governo de Burnham continuará a combater o trabalho ilegal, utilizando as medidas já implementadas por Starmer. O custo estimado para o desenvolvimento do cartão de cidadão digital era de 1,8 mil milhões de libras esterlinas, o que equivale a mais de 2,1 mil milhões de euros ao longo de três anos.

Leia também  António Costa reafirma defesa europeia após ameaças de Trump

A decisão de Burnham reflete uma mudança de foco nas prioridades do governo, que agora pretende concentrar-se em questões que impactam diretamente a vida dos cidadãos. Leia também: “Como a crise do custo de vida está a moldar políticas no Reino Unido”.

Leia também: Retorno do DIA oculta custo oculto de 128 mil dólares

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top