As eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe começaram com uma afluência fraca às urnas e registaram dois bloqueios a sul da capital, conforme indicado pelo presidente da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Jeudiger do Nascimento. Durante uma conferência de imprensa, o responsável revelou que, em locais como o Ilhéu das Rolas e a Praia de Messias Alves, a entrada das urnas foi impedida.
Nas primeiras duas horas de votação, a afluência foi considerada baixa em quase todos os locais, embora as urnas tenham aberto a horas, exceto em algumas assembleias de voto onde houve necessidade de substituir membros das mesas devido a faltas ou atrasos. Jeudiger do Nascimento referiu ainda que, em outros locais, a votação não tinha começado não por bloqueios, mas porque as pessoas estavam nas proximidades das urnas sem exercer o seu direito de voto. O presidente da CEN expressou a esperança de que a situação se normalize ao longo do dia.
Jeudiger apelou à população para que exerça o seu direito de voto, enfatizando que a raiva sentida deve ser canalizada através da escolha. “Não podemos adiar o destino do país. Não votar não significa que as coisas fiquem resolvidas. Agora o povo é o juiz”, afirmou.
Para estas eleições, a CEN disponibilizou 358 assembleias de voto, das quais 287 estão em São Tomé e Príncipe, distribuídas por seis distritos e pela Região Autónoma do Príncipe. As restantes 71 assembleias estão localizadas na Europa e em quatro países africanos. Mais de 142 mil eleitores estão convocados para escolher o próximo Presidente, num contexto de tensão política, mas sem incidentes graves até ao momento.
Quatro candidatos disputam a presidência: o atual Presidente Carlos Vila Nova e o seu principal adversário, Nito d’Abreu. Os outros dois candidatos, Eugénio Tiny e Miques João, não têm apoio partidário e a sua campanha foi praticamente inexistente. Jorge Bom Jesus, que tinha oficializado a sua candidatura, acabou por desistir fora do prazo legal, o que significa que qualquer voto nele será considerado nulo.
Várias missões internacionais, incluindo observadores da União Europeia, da União Africana e da CPLP, estão presentes para acompanhar o processo eleitoral. Segundo a CEN, o recenseamento eleitoral automático registou 142.191 eleitores, dos quais 121.670 se encontram em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, com a maioria na Europa.
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Fonte: Sapo





