Cinco anos após a pandemia ter acelerado o trabalho remoto e a digitalização da economia, o mercado de ciberseguros continua a apresentar uma cobertura insatisfatória das perdas globais. Durante o painel “Ciber-Seguros 2.0: O estado da arte”, realizado na 5.ª edição do Fórum Nacional de Seguros, especialistas discutiram a situação atual deste setor. Ana Silva, Diretora de Linhas Financeiras na Hiscox, Daniel Marques, Managing Director na Nuvu, José Limón Cavaco, Partner da área de seguros e resseguros na CCA, e Vasco Baptista, Especialista em Linhas Financeiras na MDS, partilharam as suas perspetivas.
Ana Silva destacou que a maior evolução no mercado de ciberseguros foi a transformação da solução, que deixou de ser apenas uma forma de compensar perdas e passou a ser uma ferramenta essencial na gestão de riscos e resiliência das empresas. As apólices agora incluem serviços de resposta a incidentes 24 horas e medidas preventivas, refletindo uma mudança significativa na abordagem ao risco cibernético.
Vasco Baptista identificou a pandemia como um ponto de viragem, uma vez que impulsionou a economia digital e o trabalho à distância, criando novas vulnerabilidades. “O Covid trouxe um fator de mudança muito grande, expondo as empresas a riscos mais complexos, especialmente pela movimentação lateral entre estruturas”, afirmou.
José Limón Cavaco alertou para a discrepância entre a dimensão do problema e a cobertura disponível. Segundo ele, as perdas resultantes de incidentes cibernéticos são estimadas entre 1 e 10 biliões de dólares a nível global, mas apenas 1% dessas perdas está protegido por seguros. O responsável sublinhou que a falta de clareza nas apólices contribui para essa situação, sugerindo que as seguradoras deveriam ser mais transparentes sobre o que está coberto.
Por outro lado, Daniel Marques apresentou uma visão mais otimista sobre a evolução dos ciberseguros nos últimos anos. “Hoje em dia, estamos muito mais proativos e dinâmicos, oferecendo serviços que ajudam os clientes a monitorizar os seus riscos, não apenas quando ocorre um sinistro”, explicou. Ele mencionou que as seguradoras com as quais a Nuvu colabora já disponibilizam testes de vulnerabilidade e formação para os colaboradores, uma vez que o fator humano continua a ser um dos principais alvos de risco cibernético.
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ciberseguros ciberseguros Nota: análise relacionada com ciberseguros.
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Fonte: ECO





