Alvaiázere enfrenta crise de comunicações após mau tempo

O presidente da Câmara Municipal de Alvaiázere, João Paulo Guerreiro, manifestou a sua preocupação com a situação das comunicações no concelho, que considera “insustentável”. Passados quase seis meses desde a passagem da depressão Kristin, o autarca afirma que a falta de infraestruturas adequadas continua a afetar gravemente a população.

“Já passou tempo suficiente para que estivéssemos noutro patamar de resolução do problema. Estamos numa situação insustentável e constrangedora”, afirmou Guerreiro à agência Lusa. O autarca sublinhou que a densidade populacional mais baixa não deve ser um fator de discriminação na resolução de problemas, exigindo uma resposta mais eficaz por parte dos operadores de telecomunicações e da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

Atualmente, várias centenas de munícipes em Alvaiázere estão sem comunicações fixas, o que afeta não só a vida quotidiana, mas também a atividade económica das empresas locais. “A falta de uma ligação estável e de qualidade compromete a capacidade de trabalho e o acesso a serviços essenciais”, lamentou o presidente da Câmara.

A situação é ainda mais crítica em algumas localidades, como em Pussos São Pedro, onde o presidente da Junta, Paulo Sá Oliveira, relatou que não tem telefone fixo, televisão ou internet em casa há seis meses. A sua empresa, que só recuperou a internet há três meses, voltou a ficar sem rede durante duas semanas. “Há desertificação porquê? É assim que resolvem o problema?”, questionou Sá Oliveira, referindo-se à migração de teletrabalhadores para outras áreas com melhores condições de comunicação.

Além disso, o autarca alertou para a presença de cabos de telecomunicações caídos, que dificultam a limpeza dos terrenos, uma situação que pode agravar ainda mais a falta de serviços. “Os tratoristas recusam-se a trabalhar devido aos cabos que se enredam nas máquinas”, explicou.

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Em resposta a esta crise, a Assembleia Municipal de Alvaiázere aprovou, por unanimidade, uma moção que solicita à Anacom um acompanhamento específico das situações no concelho e a promoção de medidas corretivas urgentes. “A Anacom deve exigir às operadoras um calendário concreto para a resolução dos problemas, identificando intervenções, prazos e localidades afetadas”, frisou João Paulo Guerreiro.

Outras assembleias municipais na região também tomaram medidas semelhantes, exigindo a reposição e reforço das infraestruturas de telecomunicações. As moções foram enviadas a várias entidades, incluindo o parlamento e o Governo, na esperança de que a situação em Alvaiázere seja resolvida rapidamente.

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Fonte: ECO

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