Presidente libanês expressa gratidão a Trump por apoio

O Presidente do Líbano, Joseph Aoun, manifestou esta terça-feira a sua “profunda gratidão” pelo apoio dos Estados Unidos ao seu país, após um encontro com Donald Trump na Casa Branca. Durante a reunião, Trump reiterou a sua intenção de “ajudar muito” o Líbano, num momento em que a pressão sobre Beirute para desarmar o Hezbollah, um grupo pró-Irão, se intensifica.

Em comunicado, a presidência libanesa revelou que Aoun deixou uma mensagem no livro de visitas da Casa Branca, onde expressou a sua “profunda gratidão pela amizade do Presidente Trump e pelo apoio que os Estados Unidos oferecem ao Líbano, à sua soberania, às suas instituições legítimas e às forças armadas libanesas”. A importância do apoio dos EUA ao Líbano é crucial, especialmente num contexto de instabilidade regional.

Donald Trump, por sua vez, destacou que “o Líbano é um país que tem sido maltratado durante muito tempo”, elogiando a nação de origem de muitos dos seus amigos. “Vamos ajudá-lo. Vamos ajudá-lo muito”, afirmou o presidente norte-americano, ao lado de Aoun, durante declarações à imprensa na Sala Oval.

Joseph Aoun, que descreveu a visita como “histórica”, frisou que o seu objetivo final é “acabar com o estado de hostilidades entre o Líbano e Israel, para sempre”. Este encontro ocorre num momento crítico, em que Washington pressiona Beirute a desarmar o Hezbollah, uma condição imposta por Israel para a sua retirada do sul do Líbano.

O Exército libanês mobilizou-se na aldeia de Zawtar al-Gharbiya, dando cumprimento a um acordo preliminar que prevê o estabelecimento de “zonas-piloto” evacuadas por Israel. No entanto, a situação permanece tensa, com o Exército libanês a acusar as forças israelitas de disparos “perto das suas tropas”. O Exército israelita, por sua vez, alegou que respondeu apenas com tiros para o ar, após os soldados libaneses terem avançado para uma zona não abrangida pelo acordo.

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Este primeiro destacamento militar libanês representa um “teste” tanto para a disposição do Exército israelita em retirar-se das áreas ocupadas como para a posição do Hezbollah, que rejeita o acordo. Aoun já havia indicado que pretendia pedir a Trump que pressionasse Israel para se retirar do sul do Líbano, uma região que ocupa em grande parte.

A visita de Joseph Aoun é a primeira de um presidente libanês a Washington desde 2009. Desde que assumiu o cargo em janeiro de 2025, Aoun tem procurado desarmar o Hezbollah, mas o grupo continua a recusar-se a cooperar, arrastando o país para um novo conflito com Israel. Desde o início de março, mais de 4.300 pessoas perderam a vida em ataques aéreos israelitas, que também resultaram numa ofensiva terrestre.

A expectativa é que Aoun tenha solicitado a Trump um apoio substancial para as Forças Armadas Libanesas. Durante a reunião, Trump manifestou-se disponível para dialogar com o Hezbollah, afirmando: “Posso falar com qualquer pessoa e, se o Presidente Aoun quiser que eu fale com o Hezbollah, assim o farei”. O apoio dos EUA ao Líbano é, portanto, um tema central nas discussões entre os dois líderes.

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Fonte: ECO

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