O Politécnico de Setúbal (IPS) e a Start Campus assinaram, no dia 21 de novembro, um protocolo de colaboração em Sines, com o objetivo de reforçar a formação tecnológica de profissionais. Esta iniciativa surge em resposta às exigências de um dos maiores investimentos digitais em curso na Europa, que está a ser desenvolvido pela Start Campus na região.
A nova parceria faz parte da recém-criada Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais (ESSITD/IPS), uma unidade orgânica do Politécnico de Setúbal. O IPS assume-se como um parceiro estratégico neste projeto, que visa a construção de um centro de dados considerado um dos mais sustentáveis da Europa.
Durante a cerimónia de assinatura, Ângela Lemos, presidente do IPS, destacou a importância do Alentejo Litoral como um território estratégico para o país, tanto do ponto de vista industrial como energético e logístico. Contudo, sublinhou que a região tem estado sem uma presença estruturada de Ensino Superior público durante décadas. “A criação desta escola vem responder a essa lacuna de forma diferenciadora e este protocolo é um exemplo disso. Queremos uma escola politécnica próxima, orientada para a resolução de problemas concretos e comprometida com o desenvolvimento económico, social e ambiental da região”, afirmou Lemos.
João Pires, presidente da Comissão Instaladora da ESSITD/IPS, reforçou a missão da escola, que se baseia na ligação à região e na promoção de inovação e conhecimento. Para Pires, a cooperação com o tecido económico de Sines é fundamental para formar o talento local e abrir portas à internacionalização. “A formação tecnológica deve estar alinhada com as necessidades do mercado”, acrescentou.
Luís Rodrigues, diretor de Operações da Start Campus, destacou a importância da contribuição do IPS para o projeto, enfatizando que “não se constrói um dos maiores centros de dados da Europa sem desenvolver a capacidade técnica necessária para o sustentar nos próximos 20 ou 30 anos”. A formação tecnológica é, portanto, um elemento crucial para o sucesso do projeto.
Carla Calisto, responsável pela área de Recursos Humanos da Start Campus, considerou esta parceria “inevitável” devido à escassez de profissionais qualificados. “As empresas devem fazer parte da solução. Se queremos mais talento local, temos de investir localmente, e isso começa muito antes do processo de recrutamento”, concluiu Calisto.
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Fonte: Sapo





