De Beers aumenta produção de diamantes, mas receitas caem 44%

A De Beers, uma das maiores empresas de diamantes do mundo, anunciou um aumento significativo na produção de diamantes em bruto no segundo trimestre de 2023. A companhia extraiu 7,8 milhões de quilates, o que representa um crescimento de 88% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, este aumento de produção contrasta com uma queda acentuada nas receitas, que desceram 44%, totalizando 665 milhões de dólares (cerca de 565 milhões de euros).

A De Beers atribui esta disparidade à incerteza económica global e à crescente pressão dos diamantes sintéticos produzidos em laboratório, que têm vindo a afetar a procura por diamantes naturais, especialmente os de menor valor. “O contexto geopolítico e macroeconómico continua incerto, com o início do conflito no Médio Oriente a agravar os riscos para a economia e para a confiança dos consumidores”, refere a empresa no seu comunicado.

Apesar do aumento da produção, a De Beers recebeu menos por cada quilate vendido. O preço médio dos diamantes em bruto caiu 37%, passando de 174 para 110 dólares por quilate. A empresa observou que a venda de diamantes de menor valor aumentou, o que contribuiu para a queda das receitas. Entre abril e junho, a De Beers vendeu 7,1 milhões de quilates, uma diminuição de 7% em relação ao ano anterior.

O Botsuana, onde a De Beers tem as suas principais minas, foi responsável por 5,5 milhões de quilates, um aumento de 107% em comparação com o mesmo período de 2022. A mina de Orapa, em particular, mais do que triplicou a sua produção, enquanto a mina de Jwaneng também apresentou um crescimento significativo. No entanto, a produção na Namíbia manteve-se praticamente inalterada.

A De Beers prevê que a produção para 2026 se mantenha entre 21 e 26 milhões de quilates, embora o ritmo de extração possa abrandar na segunda metade do ano devido a manutenções programadas. O grupo também anunciou a suspensão temporária da produção na mina Venetia, na África do Sul, que representa cerca de 40% da produção anual de diamantes do país. Esta decisão visa reduzir custos e aumentar a resiliência do negócio.

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A pressão dos diamantes sintéticos continua a ser uma preocupação para a De Beers, uma vez que estes produtos estão a ganhar popularidade e a oferecer preços mais acessíveis. O impacto da concorrência e a diminuição da procura, especialmente na China, têm gerado incertezas sobre o futuro do mercado de diamantes naturais.

Leia também: O impacto dos diamantes sintéticos no mercado global.

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Fonte: ECO

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