Angola desmantela rede criminosa de transferências fraudulentas

A Polícia Nacional de Angola anunciou o desmantelamento de uma rede criminosa dedicada a transferências fraudulentas, resultando na detenção de oito indivíduos. A operação, que teve início após uma denúncia sobre um alegado sequestro, revelou uma tentativa de realizar uma transferência de dez mil milhões de dólares, equivalente a cerca de 8,78 mil milhões de euros.

O caso começou a ser investigado quando um cidadão brasileiro de 38 anos, que tinha chegado a Luanda para prestar serviços de informática numa universidade, foi reportado como sequestrado. No entanto, as investigações levaram à descoberta de que o homem estava, na verdade, envolvido em atividades ilícitas. Ele foi encontrado a 20 de julho num apartamento no município do Kilamba, acompanhado por sete cidadãos angolanos, todos suspeitos de pertencer a uma organização criminosa conhecida como “TERMINAL — Linha de Comando”.

A rede, que incluía cidadãos de várias nacionalidades, como brasileiros, nigerianos e namibianos, dedicava-se a crimes informáticos, incluindo a invasão de sistemas bancários e a interceção fraudulenta de códigos OTP. Os suspeitos utilizavam equipamentos informáticos avançados para interferir nos sistemas de instituições bancárias angolanas, como o BFA, BIC, BAI, BCI e Banco Millennium Atlântico.

As investigações indicam que esta organização já tinha realizado operações bancárias ilícitas antes da sua deteção. Os membros da rede contavam com a colaboração de funcionários de instituições públicas e privadas, o que facilitava o desbloqueio de contas e o acesso a informações privilegiadas. A operação criminosa estava a ser planeada de forma meticulosa, com a intenção de justificar as transferências fraudulentas.

Os oito detidos, com idades entre os 25 e os 38 anos, foram levados ao Gabinete de Cibercriminalidade e Prova Eletrónica da Procuradoria-Geral da República, onde foram ouvidos. Dada a gravidade das acusações, foram apresentados ao juiz de garantias para o primeiro interrogatório judicial. Este caso destaca a crescente preocupação com as transferências fraudulentas em Angola e a necessidade de uma vigilância mais rigorosa no setor bancário.

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Fonte: Sapo

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