CGTP pede aumento do salário mínimo para 1.050 euros já em 2023

A CGTP, uma das principais centrais sindicais em Portugal, está a exigir que o salário mínimo nacional suba de 920 euros para 1.050 euros já este ano. A central argumenta que as promessas para 2027 não são suficientes para fazer face ao aumento dos custos de vida, como as despesas com alimentação, habitação e combustíveis. Embora esteja previsto um aumento de 50 euros para o próximo ano, a CGTP considera que este valor é insuficiente.

Tiago Oliveira, presidente da CGTP, sublinhou que “a realidade dura que os trabalhadores enfrentam exige medidas imediatas”. A central sindical critica a discussão sobre o salário mínimo para 2027, afirmando que é essencial focar no presente e nas necessidades atuais dos trabalhadores. A CGTP defende que o aumento do salário mínimo é uma resposta necessária à erosão salarial que muitos enfrentam.

As declarações da CGTP surgem no contexto em que Armindo Monteiro, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), afirmou ao ECO que não existem condições para um aumento superior ao já previsto. Monteiro referiu que o país não está a cumprir as metas de produtividade acordadas, o que dificulta a possibilidade de um aumento significativo do salário mínimo.

A CGTP argumenta que, enquanto o governo e as confederações patronais discutem cenários futuros, as famílias estão a ser severamente afetadas pela subida acentuada dos preços dos bens essenciais. “Não há promessas para 2027 que ajudem a pagar as contas do supermercado ou a renda da casa”, insistiu a CGTP. A central sindical apela a um aumento imediato do salário mínimo para 1.050 euros, considerando que isso é crucial para aliviar a pressão sobre os trabalhadores.

Além do aumento do salário mínimo, a CGTP defende também uma atualização de pelo menos 15% (ou 150 euros) para todos os salários que ainda não foram ajustados este ano. A central sindical destaca que não basta aumentar a retribuição mínima; é igualmente necessário promover a negociação coletiva e revogar normas laborais consideradas prejudiciais.

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A CGTP reitera que não aceita que as promessas futuras sejam usadas como justificativa para não agir no presente. “Os trabalhadores não podem esperar por 2027 para viver dignamente”, conclui a central sindical.

O acordo de valorização salarial assinado na primeira legislatura de Luís Montenegro prevê aumentos anuais de 50 euros, com a meta de atingir 970 euros em 2027. Contudo, a UGT, outra central sindical, já manifestou que acredita haver condições para que o salário mínimo atinja mil euros no próximo ano. A próxima reunião da Comissão Permanente da Concertação Social, onde este assunto será discutido, está agendada para setembro.

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Fonte: ECO

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