O Programa Sustentável 2030 acaba de abrir um concurso com uma dotação de 25 milhões de euros, destinado a financiar sistemas inteligentes de produção, armazenamento e gestão de energia em infraestruturas críticas. Este apoio pode cobrir até 85% do investimento elegível e é direcionado a entidades da Administração Pública Central e do Setor Empresarial do Estado que operam em áreas essenciais, como a saúde, o abastecimento de água potável e o tratamento de águas residuais.
O principal objetivo desta iniciativa é apoiar projetos que integrem soluções de produção de energia renovável, ligação à rede elétrica e sistemas de armazenamento. Além disso, pretende-se garantir que as infraestruturas possam operar de forma autónoma (off-grid) em caso de falha na rede elétrica. Para que as candidaturas sejam consideradas elegíveis, devem incluir três componentes essenciais: sistemas de armazenamento de energia, interface com a rede elétrica e capacidade de operação em modo off-grid.
As despesas que podem ser financiadas incluem a aquisição de sistemas de gestão inteligente de energia, baterias, painéis fotovoltaicos integrados na rede, bem como estudos e projetos, equipamentos, software, sistemas de monitorização, e trabalhos de construção civil e engenharia. Também são abrangidas adaptações elétricas, testes, fiscalização, coordenação de segurança e assistência técnica, entre outras despesas necessárias para a execução dos projetos.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, sublinha que este concurso visa impulsionar o investimento em “energia competitiva e limpa”, alinhando-se com a estratégia industrial verde recentemente apresentada pelo Governo. “Estamos a dinamizar o investimento em energia competitiva e limpa, na linha da estratégia industrial verde, que inclui autoconsumo, armazenamento, redes e eficiência energética. A soberania energética é indispensável para a manutenção das infraestruturas críticas, como as redes elétricas e de comunicações, os transportes, o abastecimento de água e os hospitais”, afirma o governante.
Por sua vez, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, considera que este apoio é um passo “fundamental para a segurança no abastecimento de infraestruturas críticas em caso de falha do sistema elétrico”. Com esta medida, o Governo pretende reforçar a resiliência dos serviços essenciais, promovendo uma gestão mais eficiente da energia e aumentando a capacidade de resposta das infraestruturas críticas perante possíveis interrupções no fornecimento elétrico.
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Fonte: Sapo





