Os bombeiros espanhóis continuam a lutar contra os incêndios que afetam as áreas circundantes de Madrid, numa altura em que se aproxima uma mudança nas condições meteorológicas que pode agravar a situação. O vento do sul, previsto para esta tarde, poderá complicar ainda mais os esforços de contenção dos fogos.
Fran Martin Aguirre, delegado do Governo na região de Madrid, sublinhou a importância do trabalho que está a ser realizado antes da mudança do vento. “Tudo o que não tiver sido contido poderá muito bem complicar novamente a situação”, afirmou durante a noite. O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, também destacou que o dia de hoje é “absolutamente determinante” para o controlo dos incêndios.
O incêndio na “Sierra del Oeste”, em Madrid, está a unir-se ao devastador fogo de Ávila, na região de Castela e Leão, que é considerado o incêndio florestal “mais grave” da história recente de Espanha. Nos últimos dias, estes incêndios consumiram cerca de 75 mil hectares de floresta.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, alertou para “horas difíceis” que se avizinham, com o aumento das temperaturas a ser uma preocupação crescente. Durante uma visita a um centro de coordenação de socorro em Valência, Sánchez referiu que a magnitude destes incêndios é uma “expressão mais dolorosa de uma emergência climática”. Desde o início do ano, mais de 170 mil hectares foram queimados em Espanha, tornando esta situação uma realidade alarmante.
Em França, a situação não é melhor, com vários incêndios a serem combatidos simultaneamente. O regresso do calor e a chegada de um vento mais seco aumentam o risco de agravamento dos fogos, que já consumiram 42 mil hectares na região da Gironda, no sudoeste do país.
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Fonte: Sapo





