A regulação europeia está a provocar mudanças significativas na forma como as empresas encaram a confiança como um ativo transacionável. Carina Branco, sócia da Morais Leitão e especialista em Propriedade Intelectual, Tecnologia e Dados Pessoais, destaca que a tecnologia deixou de ser um setor de nicho, tornando-se uma infraestrutura essencial da economia. Neste contexto, a regulação europeia assume um papel crucial, criando um ambiente onde a conformidade se transforma numa vantagem competitiva.
Branco, que tem uma vasta experiência na área, sublinha que os desafios atuais para as empresas incluem a governança da inteligência artificial, a cibersegurança e a adaptação a um quadro regulatório em constante evolução. A conformidade com as normas europeias não é apenas uma exigência, mas uma oportunidade para as empresas se destacarem num mercado cada vez mais competitivo. “Uma empresa que opera em conformidade com a regulação europeia ganha um selo de garantia que é valorizado em mercados sensíveis a estes temas”, afirma.
A advogada refere que, ao longo dos anos, as necessidades jurídicas das empresas tecnológicas evoluíram significativamente. Em 2017, a densidade regulatória era baixa, mas atualmente, com a introdução de normas como o Regulamento da Inteligência Artificial e o Digital Services Act, as exigências aumentaram. As empresas precisam de assessoria jurídica que vá além do tradicional, exigindo um conhecimento profundo das legislações e uma capacidade de adaptação rápida às mudanças.
Branco também destaca a importância da cibersegurança, que se tornou uma prioridade nas agendas das empresas. Com a implementação de regulamentos como a NIS2, a segurança da informação é agora uma responsabilidade partilhada a todos os níveis organizacionais. “As empresas devem estar preparadas para gerir riscos e garantir a segurança das suas infraestruturas”, explica.
A regulação europeia, embora desafiadora, é vista como uma oportunidade para as empresas se posicionarem de forma competitiva. “A conformidade não deve ser vista como um custo, mas como um investimento na sustentabilidade e competitividade futuras”, conclui Carina Branco. As empresas que se adaptam a este novo cenário regulatório estão a preparar-se para um futuro onde a confiança será um ativo cada vez mais valorizado.
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regulação europeia Nota: análise relacionada com regulação europeia.
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Fonte: ECO





