Nuno Prego Ramos, fundador e CEO da Valvian, uma empresa de biotecnologia portuguesa, partilhou a sua visão sobre o futuro do tratamento do cancro no podcast “E Se Corre Bem?”. Segundo Prego Ramos, em uma década, o cancro será tratado como uma doença crónica, semelhante à forma como atualmente lidamos com o HIV. Esta afirmação reflete a sua experiência e a evolução da biotecnologia, áreas que sempre o fascinaram, mesmo tendo iniciado a sua formação em Direito.
O CEO explicou que a sua trajetória profissional foi moldada por experiências pessoais, especialmente a perda do pai devido a um enfarte aos 44 anos. Este evento impulsionou-o a entrar na indústria farmacêutica, onde começou a trabalhar desde cedo. Após concluir a licenciatura em Direito, decidiu aprofundar os seus conhecimentos em Bioquímica, o que o levou a encontrar a sua sócia, Paula Vieira, que o orientou durante o mestrado e doutoramento. Juntos, partilham a visão de que a imunologia é fundamental para o tratamento de várias doenças, incluindo o cancro.
Prego Ramos salientou a importância da translação do conhecimento científico para o mercado. Para que isso aconteça, é necessário um ecossistema que envolva investigadores, investidores e competências de gestão. Em Portugal, embora haja tecnologia promissora a ser desenvolvida nas universidades, a translação para o mercado ainda enfrenta desafios. “Precisamos de equipas de gestão e de pessoas motivadas para levar a ciência para a prática”, afirmou.
Após uma experiência em Nova Iorque, onde conseguiu atrair investidores, Prego Ramos regressou a Portugal e encontrou apoio na Portugal Ventures, que foi crucial para o desenvolvimento da Valvian. A empresa, que surgiu em janeiro de 2024, tem como objetivo continuar a desenvolver terapias inovadoras não só para o cancro, mas também para doenças relacionadas com o envelhecimento.
Durante a conversa, o CEO revelou que a sua equipa enfrentou desafios durante a pandemia de Covid-19, mas que, após esse período, surgiram novos investidores interessados na sua tecnologia. A Valvian está a desenvolver uma abordagem que permite que as suas moléculas se liguem apenas a células tumorais, uma inovação muito procurada na área da oncologia.
Prego Ramos acredita que a ciência deve estar acima de interesses pessoais e que o foco deve ser sempre a chegada ao mercado. “A ciência falava mais alto do que o nosso ego”, disse, referindo-se à venda das patentes do seu projeto à BioNTech. A sua visão para o futuro é otimista: “Daqui a 10 anos, o cancro vai ser tratado como uma doença crónica”. Além disso, ele defende que é necessário abordar as doenças associadas ao envelhecimento de forma proativa, em vez de apenas tentar manter a juventude.
Prego Ramos concluiu a entrevista com uma reflexão sobre a longevidade, afirmando que, se conseguirmos viver 30 anos, é possível que vivamos ainda mais. “A tecnologia está a avançar de forma a permitir que nos mantenhamos saudáveis”, finalizou.
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Fonte: ECO





