Defined.ai reduz 30% da sua equipa em reestruturação global

A Defined.ai, uma empresa portuguesa de tecnologia, anunciou uma reestruturação que resultará na redução de cerca de 30% do seu quadro de pessoal. Esta decisão, que afeta principalmente o mercado europeu, foi confirmada por uma fonte oficial da empresa ao ECO. Em janeiro, a Defined.ai contava com aproximadamente 120 colaboradores, sendo Portugal um dos países mais impactados, dado que alberga o seu centro de investigação e desenvolvimento.

A reestruturação surge num contexto de transformação do setor tecnológico, impulsionada pela rápida evolução do mercado de inteligência artificial (IA) e pelas novas exigências dos clientes. “As empresas estão a adaptar as suas estruturas a uma nova realidade, caracterizada por uma maior disciplina operacional e ganhos de eficiência proporcionados pela adoção crescente de ferramentas de IA”, explicou a mesma fonte.

Os colaboradores começaram a ser informados sobre a reestruturação em meados de julho. Embora a empresa não tenha revelado o número exato de trabalhadores afetados, as fontes indicam que a queda nas vendas de dados para o treino de modelos de IA foi um dos fatores que motivou esta decisão. A empresa sublinha que a reestruturação não é apenas uma resposta à diminuição das vendas, mas sim uma avaliação abrangente da sua estrutura global e das suas prioridades estratégicas.

A CEO da Defined.ai, Daniela Braga, destacou que a empresa está a realinhar a sua organização para melhor atender às exigências do mercado, reforçando a sua presença nos Estados Unidos, onde se concentra a maioria dos seus clientes. A empresa, fundada em 2015, já levantou mais de 85 milhões de dólares e conta com mais de 100 parceiros, fornecendo serviços a mais de 150 mercados.

Apesar dos desafios, a Defined.ai reportou um crescimento anual de 65% nas receitas em janeiro, refletindo a forte procura por dados de alta qualidade e serviços de otimização de modelos de IA. “A Defined.ai tornou-se numa infraestrutura fundamental para uma IA generativa segura e escalável”, afirmou Daniela Braga, sublinhando a confiança crescente dos clientes na empresa.

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A empresa também participa no consórcio Accelerat.ai, que visa otimizar o atendimento ao cliente nos setores público e privado através de assistentes virtuais. Além disso, está a trabalhar para atrair uma das cinco gigafábricas de IA cofinanciadas pela Comissão Europeia para Sines.

Leia também: O futuro da inteligência artificial em Portugal.

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Leia também: Aceda ao Jornal Económico em formato digital

Fonte: ECO

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