Luís Rodrigues, CEO da TAP, revelou no World Aviation Festival, que decorre em Lisboa, que a companhia aérea está a caminho de se integrar num grande grupo do setor da aviação. Este processo de privatização, que envolve a venda de 49,9% da empresa, deverá estar concluído dentro de um ano.
“Daqui a um ano estaremos integrados num grupo gigante de aviação”, afirmou Rodrigues, sublinhando que a perda de independência é um “processo natural”. O CEO fez questão de destacar que “os tempos do orgulhosamente sozinho já foram”, referindo que a TAP precisa de se adaptar às novas realidades do mercado. “Se estivermos sozinhos vai ser muito duro”, acrescentou.
Durante a sua intervenção, Rodrigues também abordou os desafios de gerir os recursos humanos num contexto de privatização. “O que dizemos aos nossos colaboradores é que continuem a trabalhar, pois não temos a certeza se a privatização vai mesmo acontecer. Eu espero que sim”, comentou. O CEO enfatizou que o pior cenário seria a nova gestão considerar que os colaboradores estão paralisados, o que poderia levar a cortes.
Além da privatização, o CEO da TAP destacou o Brasil, África e o setor de Manutenção e Engenharia como áreas com grande potencial de crescimento. “O Brasil tem sido desde sempre um país promissor e ainda é. Há imensas oportunidades”, afirmou, referindo que o turismo no Brasil representa apenas 6% do total, o que indica uma margem significativa para expansão. A TAP opera atualmente em 13 cidades brasileiras, sendo a única companhia europeia em nove delas.
Rodrigues também mencionou que o crescimento do mercado brasileiro está a recuperar, ao contrário do que se observa no mercado norte-americano, que enfrenta um abrandamento. “A nossa geografia e cultura permite-nos alavancar a América do Sul e África”, destacou.
O CEO sublinhou ainda a importância da área de Manutenção e Engenharia, que pode ajudar a equilibrar o negócio. “Temos espaço para crescer. É uma enorme oportunidade”, afirmou, acrescentando que, em tempos difíceis, pode haver mais aviões parados, o que gera mais oportunidades para a manutenção.
O secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, também comentou a situação, afirmando que Portugal “precisa de uma companhia aérea de bandeira” e que a privatização de 49,9% é “fundamental para garantir a resiliência e o futuro do setor em Portugal”. O Governo aprovou em julho o decreto-lei de privatização, que inclui 5% para os trabalhadores. As manifestações de interesse devem ser enviadas até ao dia 12 de outubro.
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Fonte: ECO





