Portugal entre os 10 países que mais beneficiam do PRR

Portugal ocupa a oitava posição entre os países europeus que mais beneficiarão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com um impacto estimado de 18,95 mil milhões de euros no Produto Interno Bruto (PIB) até 2030. Este dado foi revelado no quarto relatório de avaliação da Comissão Europeia sobre a implementação do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR), que financia os PRR dos 27 Estados-membros.

A Comissão Europeia sublinha a urgência na aceleração da execução dos planos, uma vez que cerca de 44% das verbas ainda não foram utilizadas. O relatório estima que, se os PRR forem implementados na totalidade, os investimentos financiados pelo MRR poderão aumentar o PIB europeu em 891,7 mil milhões de euros durante o período de 2020 a 2030. Contudo, o impacto real dependerá do ritmo de desembolso das subvenções e empréstimos atribuídos.

Deste aumento previsto, 16,92 mil milhões de euros para Portugal são considerados efeitos diretos, resultantes da implementação do PRR nacional, que visa impulsionar a produção e o emprego. Os restantes 2,03 mil milhões de euros são efeitos indiretos, advindos do aumento das exportações de bens, resultado da implementação dos PRR de outros países.

Os países que lideram os ganhos são Itália e Espanha, com impactos estimados no PIB de 189,6 mil milhões e 142,7 mil milhões de euros, respetivamente. Além de Portugal, a Polónia, Grécia e Roménia também estão entre os países com maiores ganhos.

A Comissão Europeia alerta que os efeitos de contágio, que representam cerca de 40% do impacto económico total do MRR, podem duplicar os benefícios dos planos nacionais em alguns Estados-membros. A Alemanha, por exemplo, é o maior beneficiário, com um impacto total estimado de 66,1 mil milhões de euros, sendo 42,6 mil milhões provenientes de efeitos de contágio.

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Apesar de alguns avanços, a Comissão destaca que a implementação dos PRR ainda é desigual entre os países. A 31 de agosto de 2025, apenas 362 mil milhões de euros em fundos do MRR foram desembolsados, representando 56% da dotação global. A Comissão apela a todos os Estados-membros para que intensifiquem os esforços de implementação, de modo a garantir a conclusão bem-sucedida dos planos até agosto de 2026.

Portugal, por sua vez, está a reprogramar o PRR para simplificar as metas e marcos intermédios, retirando projetos que correm o risco de não serem concluídos a tempo. O país é também elogiado pela sua atualização semanal do ritmo de implementação do PRR e pelas iniciativas em prol das energias renováveis e da adaptação às alterações climáticas. Além disso, já foram entregues 1.500 casas sociais a famílias, um passo importante no cumprimento dos objetivos do PRR.

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Fonte: ECO

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