O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje, durante uma conferência no Egito, o início das negociações para a segunda fase do acordo de paz em Gaza. Este anúncio ocorreu na estância de Sharm el-Sheikh, onde Trump se encontrava ao lado do presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi. O objetivo desta fase é avançar com o cessar-fogo e a reconstrução do território devastado pela guerra.
“Começou. Quer dizer, começou, no que diz respeito à fase dois. E, como sabem, as fases estão de certa forma interligadas”, afirmou Trump, referindo-se à trégua entre Israel e o Hamas. O presidente destacou a necessidade urgente de “limpeza” em Gaza, que sofreu danos significativos ao longo de mais de dois anos de conflito. “Vejam Gaza… precisa de muita limpeza. São escombros multiplicados por dez. Mas faremos um bom trabalho”, acrescentou.
O acordo de paz em Gaza foi mediado pelos Estados Unidos, com a colaboração de delegações do Egito, do Qatar e da Turquia. Nesta fase, foi acordado um cessar-fogo, a retirada gradual das forças israelitas e a entrada de ajuda humanitária no enclave palestiniano. Além disso, o acordo prevê a troca de reféns por prisioneiros, um passo crucial para a estabilização da região.
Trump elogiou o papel de al-Sisi, destacando a sua habilidade como líder e general. “É um líder muito poderoso. O meu amigo é Presidente e general. Ele fez um trabalho fantástico ao unir este país, e os Estados Unidos apoiam-nos em todos os momentos”, disse o presidente norte-americano. Al-Sisi, segundo Trump, tem uma influência significativa sobre o Hamas, que respeita a liderança egípcia.
A conferência de paz contará com a presença de líderes de vários países e do secretário-geral da ONU, António Guterres. No entanto, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e representantes do Hamas não estarão presentes. Os países mediadores devem assinar um documento em Sharm el-Sheikh que garantirá a implementação do cessar-fogo.
O Hamas libertou recentemente 20 reféns vivos que mantinha em cativeiro, em troca de centenas de prisioneiros palestinianos. Além disso, o grupo islamita deverá devolver os corpos de 28 reféns mortos, embora tenha indicado que apenas quatro corpos serão entregues hoje. Um comité internacional será responsável por ajudar na localização dos corpos de reféns desaparecidos.
A guerra na Faixa de Gaza começou a 7 de outubro de 2023, após ataques do Hamas que resultaram em cerca de 1.200 mortes em Israel. Em resposta, Israel lançou uma operação militar em grande escala que causou mais de 67 mil mortes em Gaza, segundo as autoridades locais. Este cenário de destruição e deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas torna a busca por um acordo de paz em Gaza ainda mais urgente.
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Fonte: Sapo





