PSD admite discutir mudanças na lei eleitoral autárquica

O PSD manifestou hoje a sua disposição para discutir possíveis alterações à lei eleitoral autárquica, após os resultados das eleições de domingo, que considerou uma mensagem clara da população. Pedro Alves, coordenador autárquico do partido, sublinhou no parlamento que os portugueses reconhecem o trabalho do Governo liderado pelo PSD, que se tem pautado pela estabilidade e confiança.

Na sequência das perguntas de outros partidos, como a Iniciativa Liberal (IL) e o PCP, sobre a intenção do PSD em modificar a lei eleitoral autárquica, Pedro Alves afirmou que “há condições para refletir”. O deputado social-democrata enfatizou que o partido está aberto a discutir um novo modelo, se este for considerado o mais adequado para servir os interesses do país.

A questão da lei eleitoral autárquica foi também levantada por Miguel Rangel, deputado da IL, que desafiou o PSD e o Chega a permitir mudanças que valorizem o papel das assembleias municipais e que ajudem a combater a instabilidade política. Rangel considerou que o modelo atual “está esgotado”.

Por sua vez, o Chega, representado pela deputada Patrícia Carvalho, questionou o PSD sobre a sua postura em relação a acordos autárquicos pós-eleitorais, perguntando se o partido irá estabelecer limites em relação ao seu partido ou se irá colaborar com o PS, o que poderia ser visto como uma traição à confiança dos eleitores de direita.

Pedro Alves respondeu que a autonomia dos autarcas é fundamental e que confiam nas decisões que estes tomam para a gestão dos seus municípios. O deputado do PS, Jorge Botelho, também desafiou o PSD a tratar todos os autarcas de forma equitativa, alertando que não devem prejudicar as câmaras do PS apenas por terem o Governo.

João Almeida, do CDS-PP, elogiou os resultados do PSD e das coligações, destacando que o seu partido manteve as seis câmaras que já detinha, e criticou aqueles que previam o seu fim. O CDS-PP, segundo Almeida, teve mais presidentes de câmara do que outros partidos menores, como o Chega e a IL, juntos.

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Miguel Rangel, da IL, considerou que as eleições de domingo representaram uma “alteração profunda no panorama político” e que o crescimento do seu partido é uma oportunidade para demonstrar que é possível governar de forma diferente.

Os resultados das autárquicas mostraram que o PSD, sozinho e em coligações, elegeu 136 presidentes de câmara, enquanto o PS ficou em segundo lugar com 126, além de duas câmaras em coligação com o Livre e o PAN. Os Grupos de Cidadãos conquistaram 20 câmaras e a CDU 12. O CDS-PP elegeu seis presidentes de câmara, enquanto o Chega venceu em três concelhos.

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Fonte: Sapo

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