Duplo homicídio em Moçambique considerado político pelo líder da oposição

O presidente do Podemos, o maior partido da oposição em Moçambique, Albino Forquilha, qualificou o homicídio de Elvino Dias e Paulo Guambe, ocorrido há um ano, como um “assassinato político”. Este crime, que vitimou dois apoiantes do então candidato presidencial Venâncio Mondlane, continua sem esclarecimento, e Forquilha exige um país “justo” durante o período eleitoral.

Em declarações feitas em Inhambane, Forquilha reiterou a sua convicção de que o duplo homicídio teve motivações políticas. “É por isso que, se calhar, está a ser difícil trazer ao lume quem, de facto, terá feito isso e por que razões”, afirmou o líder da oposição, durante uma cerimónia de homenagem a Dias e Guambe, que ocorreu um ano após o crime. O duplo homicídio aconteceu na noite de 18 para 19 de outubro de 2023, numa emboscada na avenida Joaquim Chissano, em Maputo, poucos dias após as eleições gerais.

Forquilha, que se tornou líder da oposição após as eleições de 9 de outubro de 2024, expressou o desejo de um Moçambique onde as eleições sejam realmente uma expressão da vontade popular. “Esta é a melhor forma de continuarmos a homenagear os dois filhos do povo moçambicano e outros tantos que morreram durante as manifestações pós-eleitorais”, lamentou.

O crime, que deu origem a protestos populares e a um cenário de violência que resultou em cerca de 400 mortos, permanece sem resolução. Elvino Dias, conhecido como o “advogado do povo” por seu trabalho em causas sociais, foi alvo de uma emboscada enquanto assessor jurídico de Venâncio Mondlane. O carro que conduzia foi interceptado por duas viaturas, onde homens armados dispararam contra ele e Paulo Guambe, que também era mandatário do Podemos.

A polícia moçambicana, em resposta a perguntas da Lusa, afirmou que a investigação sobre o homicídio político ainda está em curso, mas não forneceu mais detalhes por questões de segurança. João Adriano, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), garantiu que a investigação é complexa e sensível, mas está a ser realizada com o objetivo de esclarecer o que realmente aconteceu.

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O Conselho Constitucional proclamou, em 23 de dezembro de 2024, Daniel Chapo como vencedor das eleições presidenciais, com 65,17% dos votos, enquanto Venâncio Mondlane obteve 24%, mas nunca reconheceu os resultados. A plataforma Decide, que monitora os processos eleitorais, revelou que pelo menos 388 pessoas foram mortas e mais de 800 feridas durante os protestos pós-eleitorais, com 90% das vítimas atingidas por disparos de balas reais.

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Fonte: Sapo

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