A taxa mista tem vindo a destacar-se como a opção mais procurada pelos portugueses quando se trata de crédito à habitação. De acordo com a análise mais recente do ComparaJá, esta modalidade já supera tanto a taxa fixa como a variável, refletindo uma mudança nas preferências dos consumidores.
Os empréstimos com taxa mista funcionam de forma a garantir um juro fixo durante um período inicial, que geralmente é de cinco anos. Após esse período, a taxa passa a ser variável, indexada à Euribor. Esta combinação permite que os clientes desfrutem de prestações previsíveis no início do contrato, antes de se adaptarem a um cenário de juros que pode flutuar.
Nos últimos dois anos, o aumento da Euribor e a consequente subida das prestações têm levado muitas famílias a procurar soluções que ofereçam um equilíbrio entre segurança e custo. A taxa mista tem-se revelado uma alternativa atrativa, especialmente em tempos de taxas fixas elevadas e um ambiente económico incerto.
Por outro lado, os créditos a taxa fixa garantem sempre a mesma prestação ao longo do tempo, o que proporciona uma maior previsibilidade, mas frequentemente a um custo mais elevado. Já os empréstimos a taxa variável, que se ajustam periodicamente conforme a Euribor, podem resultar em flutuações nas prestações, o que gera uma maior imprevisibilidade para os consumidores.
Os especialistas alertam que a escolha da taxa mais adequada deve ser feita com base no perfil de cada consumidor. Contudo, a tendência atual indica um crescimento contínuo da preferência pela taxa mista, que se alinha com a busca por soluções mais equilibradas no mercado imobiliário português. Esta mudança reflete não apenas a adaptação dos consumidores às condições do mercado, mas também uma maior consciência sobre a importância de gerir o risco associado ao crédito à habitação.
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taxa mista Nota: análise relacionada com taxa mista.
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Fonte: Sapo





