O ministro dos Negócios Estrangeiros da Argentina, Gerardo Werthein, apresentou a sua demissão ao presidente Javier Milei, a poucos dias das eleições legislativas. Esta decisão, que ocorre menos de um ano após a sua nomeação, levanta preocupações sobre a estabilidade do governo argentino num momento crítico.
A demissão de Werthein surge na sequência de questionamentos por parte de ativistas digitais próximos de Milei, que criticaram a sua gestão da ajuda financeira dos Estados Unidos. Durante uma reunião recente na Casa Branca, o ex-presidente Donald Trump condicionou a assistência económica à Argentina ao sucesso de Milei nas eleições deste domingo. Esta declaração provocou uma queda nos mercados, com muitos a atribuírem a responsabilidade a Werthein, devido a uma alegada falha de comunicação com Washington.
Além disso, a imprensa local reporta que outro fator que contribuiu para a demissão foi a iminente nomeação do principal assessor presidencial, Santiago Caputo, para um cargo governamental. Werthein assumiu a pasta em novembro de 2024, sucedendo a Diana Mondino, que foi demitida por Milei após a Argentina ter votado a favor de Cuba na ONU.
Na terça-feira, o presidente Milei já havia antecipado que planeava realizar alterações no governo após as eleições de 26 de outubro, embora não tenha fornecido detalhes específicos. A saída de Werthein poderá ser apenas o início de uma série de mudanças, com a ministra da Segurança Nacional, Patricia Bullrich, e o ministro da Defesa, Luis Petri, também a serem apontados como possíveis saídas, caso sejam eleitos no domingo.
A demissão de Werthein destaca a fragilidade do governo argentino em tempos de incerteza política e económica. Com as eleições à porta, a forma como a nova administração lidará com a ajuda internacional e as relações com os EUA será crucial para a estabilidade do país. Leia também: A importância da ajuda externa na economia argentina.
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Fonte: ECO





