Daniela Braga, CEO da Defined.ai, lançou um apelo à Europa para que tome medidas urgentes na área da inteligência artificial (IA) e das tecnologias críticas. Em declarações à Lusa, a empresária sublinhou que a iniciativa, que reúne vários CEOs europeus, visa exigir “resultados concretos” num contexto em que a aposta global na IA avança a um ritmo acelerado.
Braga destacou a necessidade de a União Europeia se afirmar como um “player” relevante e competitivo nestes setores. “Na Europa, temos talento, investigação de excelência e uma forte capacidade de inovação por parte das empresas. O que falta é uma estratégia concertada que una o setor público e privado nesta transformação”, afirmou. A CEO da Defined.ai enfatizou que a declaração é mais do que um apelo; é um pedido claro por resultados tangíveis.
A empresária expressou a esperança de que este movimento promova um diálogo direto com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, para discutir a criação de um verdadeiro mercado único digital, um ambiente regulatório mais ágil e investimentos europeus coordenados. “É fundamental que isso aconteça nos próximos três anos para protegermos a soberania tecnológica e a competitividade europeia”, acrescentou.
Na declaração, os líderes das principais empresas de digitalização e tecnologia da Europa manifestam apoio à direção traçada pela Comissão Europeia para completar o mercado único e realizar investimentos ousados e escaláveis. “Um ano após o relatório Draghi, apelamos a uma nova parceria entre o setor público e privado para restaurar a competitividade da Europa”, pode ler-se no documento.
Os subscritores alertam que, entre 2008 e 2021, cerca de 30% dos unicórnios europeus mudaram as suas sedes, principalmente para os Estados Unidos. Além disso, a Europa enfrenta um défice anual de investimento de 800 mil milhões de euros, e nenhuma empresa da UE avaliada em mais de 100 mil milhões de euros foi fundada nos últimos 50 anos.
“Acreditamos que a direção definida por esta Comissão é correta e deve ser acelerada com um compromisso e investimentos digitais mais fortes. A Europa tem o que é preciso: talento e empresas de classe mundial em tecnologias-chave, mas carece de um mercado unificado”, frisaram.
Os líderes do setor afirmaram estar prontos para investir no futuro digital da Europa e colaborar em projetos que criem uma procura real de mercado. “Façamos da Europa o local ideal para inovar e escalar, providenciando as condições necessárias para as nossas empresas. Este é o momento da Europa para a IA e a tecnologia. Atuemos em conjunto”, concluíram.
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Fonte: ECO





