A Galp Energia anunciou um lucro líquido de 973 milhões de euros entre janeiro e setembro de 2025, marcando um novo recorde para este período. Este resultado representa um crescimento de 9% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. A empresa, que opera em vários segmentos do setor energético, destaca que o desempenho robusto reflete um dinamismo operacional sólido, mesmo num contexto macroeconómico desafiador.
No entanto, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) da Galp registou uma diminuição de 7%, totalizando 2.420 milhões de euros. Esta queda foi impulsionada por um recuo de 24% no EBITDA do segmento upstream, que se deve à flutuação dos preços do petróleo Brent e à depreciação do dólar. Apesar disso, a produção de petróleo no Brasil teve uma ligeira melhoria de 2%.
No segmento industrial e midstream, a Galp observou uma ligeira redução na quantidade de matéria-prima processada, atribuída a fatores externos, como o apagão que afetou a Península Ibérica em abril e condições meteorológicas adversas. Apesar disso, o EBITDA deste segmento aumentou 23%, impulsionado por atividades de fornecimento e trading que compensaram a queda na refinação.
O segmento comercial também teve um desempenho positivo, com um aumento de 20% no EBITDA, refletindo um crescimento de 4% nas vendas de produtos petrolíferos, especialmente no mercado espanhol. A procura por gás natural diminuiu, mas a Galp conseguiu equilibrar a situação com o aumento das vendas em Espanha. Além disso, a empresa destacou a instalação de 9.000 pontos de carregamento para veículos elétricos, um crescimento de 64% em relação ao ano anterior.
Em termos de investimentos, a Galp aplicou 716 milhões de euros, com a maior parte direcionada para a exploração e prospeção petrolífera, especialmente no campo Bacalhau, no Brasil, e na Namíbia. Os co-CEOs da Galp, Maria João Carioca e João Marques da Silva, mencionaram que estão em negociações com candidatos preferenciais para parcerias que possam gerar valor.
A performance da Galp permitiu gerar 1.143 milhões de euros em free cash-flow, dos quais 548 milhões foram obtidos apenas no terceiro trimestre. Este resultado possibilitou uma redução da dívida líquida em 20%, que agora se situa em 1,17 mil milhões de euros.
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Fonte: ECO





