Taxa de juro dos Certificados de Aforro atinge 2,044% em novembro

A taxa de juro base dos Certificados de Aforro para novas subscrições em novembro fixou-se em 2,044%, de acordo com cálculos do ECO. Este aumento de 0,035 pontos percentuais em relação à taxa de outubro (2,009%) marca o terceiro mês consecutivo em que a remuneração base deste produto de poupança do Estado se mantém acima dos 2%.

Após uma sequência de descidas que começou em abril, a taxa base dos Certificados de Aforro tinha caído para 1,9871% em agosto, pela primeira vez desde setembro de 2022. A recente subida está diretamente relacionada com o comportamento da taxa Euribor a três meses, que serve como indexante para o cálculo do juro base. Durante o mês de outubro, a Euribor a três meses manteve-se acima dos 2%, variando entre 2,004% e 2,084%.

A determinação da taxa de juro dos Certificados de Aforro da Série F, atualmente em comercialização, é realizada mensalmente. A fórmula utilizada considera a média aritmética dos valores da Euribor a três meses dos dez dias úteis anteriores, com o resultado arredondado à terceira casa decimal. Importa salientar que a taxa não pode ultrapassar os 2,5% nem descer abaixo de 0%.

Além da taxa base, a remuneração total dos Certificados de Aforro inclui prémios de permanência, que variam consoante o período de aplicação. Os juros são calculados trimestralmente e capitalizados automaticamente, com a possibilidade de resgate antecipado após o primeiro vencimento de juros. O investimento mínimo é de 100 euros, e cada aforrador pode deter até 100 mil euros em Certificados da Série F.

O aumento da taxa de juro tem gerado um crescente interesse das famílias portuguesas por este produto de poupança. Dados recentes do Banco de Portugal indicam que o stock de Certificados de Aforro ultrapassou os 39 mil milhões de euros em setembro, alcançando o maior crescimento homólogo em 17 meses consecutivos. Em setembro, as famílias realizaram subscrições líquidas de 491,4 milhões de euros, a entrada mensal mais elevada desde abril, refletindo um crescimento homólogo de 15,2%.

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A diferença de quase 70 pontos base entre a taxa base dos Certificados de Aforro (2,028% em setembro) e a média dos depósitos bancários (1,34% em agosto) é um dos fatores que explica o renovado apetite dos aforradores. Com a taxa de novembro a fixar-se em 2,044%, os Certificados de Aforro mantêm uma vantagem competitiva significativa face aos depósitos tradicionais, oferecendo segurança garantida pelo Estado e uma remuneração atrativa para as poupanças das famílias portuguesas.

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Fonte: ECO

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