A Digi Portugal, que celebrou um ano de atividade no mercado, anunciou um crescimento no número de clientes móveis e de internet fixa. No terceiro trimestre, a operadora registou um aumento de 5,5% nos clientes móveis, totalizando 443 mil, e um crescimento de 4,17% nos clientes de internet fixa, que chegaram a 150 mil. Apesar deste aumento, as despesas da empresa continuam a ser significativamente superiores às receitas.
Os resultados financeiros revelam que, até ao final de setembro, a Digi Portugal acumulou receitas de 52,5 milhões de euros, enquanto as despesas operacionais ascenderam a 88,2 milhões de euros. Isto significa que os custos da operadora são 68% superiores às receitas, um cenário que levanta preocupações sobre a sustentabilidade do modelo de negócios da empresa.
No terceiro trimestre, as receitas aumentaram 1,73% em relação ao trimestre anterior, alcançando 17,6 milhões de euros. No entanto, este valor ainda está abaixo dos 17,7 milhões obtidos no primeiro trimestre. As despesas trimestrais, por sua vez, totalizaram 29,4 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 9,26% em comparação com o trimestre anterior.
A Digi Portugal, que se posiciona no mercado com preços mais baixos em relação às operadoras tradicionais, viu a receita média por utilizador cair para 6,9 euros mensais, uma descida em relação aos 7,1 euros do trimestre anterior e aos 7,7 euros do primeiro trimestre. Este valor indica que cada cliente médio gera menos de sete euros por mês para a empresa.
A operadora herdou um total de 270 mil clientes móveis e 130 mil clientes de internet fixa da antiga Nowo, o que ajudou a aumentar a sua base de clientes. No segmento de internet fixa, a Digi conta agora com 370 mil clientes, dos quais 128 mil têm televisão e 92 mil utilizam telefone fixo, este último segmento a registar uma quebra de mais de 6% no terceiro trimestre.
A Digi Portugal continua a expandir a sua presença no mercado, investindo em redes móveis e fixas, mas a disparidade entre receitas e despesas levanta questões sobre a viabilidade a longo prazo. Para mais informações sobre o setor, leia também: “O futuro das telecomunicações em Portugal”.
Digi Portugal Nota: análise relacionada com Digi Portugal.
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Fonte: ECO





