Desconfiança na Black Friday: Como as marcas devem agir?

A Black Friday, um dos períodos de compras mais esperados do ano, é também um momento de desconfiança para muitos consumidores. Em 2023, o orçamento médio dos portugueses para esta fase de promoções subiu para 385 euros, mas 24% dos inquiridos expressam ceticismo em relação à autenticidade das ofertas. Um estudo da Klarna revela que muitos consumidores temem cair em burlas, especialmente entre as faixas etárias mais velhas. Por exemplo, 39% das pessoas entre os 55 e os 64 anos afirmam não se sentir seguras para identificar fraudes.

As marcas enfrentam um desafio significativo: como comunicar de forma eficaz durante este período saturado? Carolina Afonso, membro da direção da APPM (Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing), sugere que a transparência e a clareza são fundamentais. A comunicação deve ser objetiva e fácil de entender, evitando o excesso de mensagens promocionais que podem aumentar a desconfiança dos consumidores.

Para conquistar a confiança do cliente, as marcas devem apresentar claramente o preço anterior e o preço promocional, explicar as condições das ofertas e evidenciar políticas de devolução. É essencial que a experiência do consumidor, desde a navegação até o pós-venda, esteja alinhada com a promessa feita nas campanhas. “A diferenciação deve fazer-se pelo valor real que se entrega ao consumidor”, afirma Afonso.

Pedro Pimentel, diretor-geral da Centromarca, reforça a importância de encarar a Black Friday como um momento sensível. Ele alerta que as marcas devem evitar práticas enganosas, como aumentar os preços antes do período promocional para simular descontos maiores. “Mais do que ‘vender descontos’, importa ‘comunicar confiança'”, sublinha.

As marcas devem também evitar expressões genéricas e promessas que não correspondam à realidade, pois isso pode corroer a credibilidade construída ao longo do tempo. A reputação de uma marca é um ativo valioso, e um deslize pode ter consequências duradouras. “Preservar a integridade da comunicação é uma das maiores formas de diferenciação”, conclui Pimentel.

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Para os consumidores, a recomendação é clara: desconfiar de descontos que parecem demasiado bons para serem verdade. É importante confirmar a origem das ofertas e as políticas de devolução. A Direção-Geral do Consumidor (DGC) também aconselha a pesquisa de produtos e comparação de preços, utilizando ferramentas que ajudem a verificar a autenticidade das promoções.

Além disso, os consumidores devem estar atentos a alterações súbitas de preços e denunciar práticas irregulares às entidades competentes, como a ASAE. A DGC está a promover campanhas de sensibilização para ajudar os consumidores a tomar decisões informadas durante este período de pressão comercial.

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Black Friday Black Friday Black Friday Nota: análise relacionada com Black Friday.

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Fonte: ECO

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