Tripulantes de aviação aderem à greve geral de 11 de dezembro

Os tripulantes de cabine, representados pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), decidiram, em assembleia-geral de emergência realizada a 24 de novembro, aderir à greve geral marcada para 11 de dezembro. Esta decisão surge após a rejeição das alterações propostas ao Código do Trabalho pelo sindicato, liderado por Ricardo Penarróias.

Na votação, participaram 2.802 sindicalizados, dos quais 2.305 votaram a favor da adesão à greve geral, 320 contra e 177 abstiveram-se. O SNPVAC convocou a assembleia de emergência devido ao descontentamento com o que considera ser um desmantelamento das garantias laborais, conforme expresso no anteprojeto de revisão do Código do Trabalho.

Num comunicado enviado na semana anterior, o sindicato manifestou que o Governo não está a realizar uma verdadeira reforma, mas sim a testar os limites do país. As alterações propostas, segundo o SNPVAC, têm repercussões significativas no setor da aviação, o que justifica a adesão à greve geral.

O sindicato também contestou as declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que acusou as centrais sindicais CGTP e UGT, bem como os sindicatos, de oportunismo político por convocarem uma greve geral conjunta. Para o SNPVAC, tal acusação é injusta e desrespeitosa em relação ao papel do movimento sindical, que está a ser tratado como um inimigo da economia pelo Governo.

“Não há modernidade quando se legisla contra quem trabalha. E não há diálogo social quando o Governo responde à contestação com acusações de oportunismo”, afirmou o sindicato no comunicado emitido a 19 de novembro. O SNPVAC considera que o anteprojeto do Governo representa um retrocesso civilizacional sem precedentes, que não está alinhado com as economias que o Executivo tem como referência.

A CGTP e a UGT também anunciaram a greve geral para 11 de dezembro, que será a primeira paralisação conjunta desde junho de 2013, durante o período de intervenção da ‘troika’ em Portugal. Esta greve geral é vista como uma resposta à proposta do Governo e reflete um descontentamento crescente entre os trabalhadores.

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Fonte: Sapo

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