Indico VC Fund III: Novo fundo de 125 milhões para startups

A Indico Capital Partners, uma das principais gestoras de capital de risco em Portugal, anunciou o lançamento do Indico VC Fund III, com um capital alvo de 125 milhões de euros. Deste montante, 30 milhões de euros provêm do Fundo Europeu de Investimento (FEI), que faz parte do Banco Europeu de Investimento (BEI). Este novo fundo visa apoiar empresas tecnológicas inovadoras, especialmente aquelas situadas em Portugal, Espanha e Itália, mas também pretende explorar oportunidades na diáspora dessas nações, como nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Stephan de Moraes, co-fundador e managing general partner da Indico Capital Partners, revelou em entrevista que o fundo está a aceitar até ao final do ano um máximo de 12,5 milhões de euros de investidores SIFIDE, o que representa apenas 10% do total do fundo. De acordo com Moraes, o papel do private equity e do venture capital é crucial para o desenvolvimento económico, e ele defende a criação de um Fundo de Fundos gerido pelo Banco de Fomento.

A Indico Capital Partners, que atualmente gere mais de 240 milhões de euros em ativos, tem um foco especial em áreas como deep tech, software como serviço, inteligência artificial, cibersegurança e tecnologia relacionada com os oceanos. O fundo investe predominantemente em startups que estão nas fases iniciais de desenvolvimento, com investimentos que variam entre 500 mil e 10 milhões de euros.

Apesar do otimismo em relação ao novo fundo, Moraes admite que captar investimento em Portugal não é fácil. Muitas famílias e instituições ainda preferem investir em ativos mais tradicionais, como o imobiliário ou obrigações, que oferecem menor risco e, consequentemente, menor rentabilidade. Contudo, ele acredita que a situação está a mudar, especialmente com o lançamento do Fundo de Fundos, que poderá facilitar o acesso ao capital de risco.

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O Indico VC Fund III tem como alvo empresas que desenvolvem soluções em áreas como SaaS, inteligência artificial e tecnologia espacial. Moraes destaca que a Indico recebe várias propostas semanalmente, principalmente de Portugal, mas também de Espanha e Itália. Contudo, a gestora é bastante criteriosa, investindo apenas em cerca de 1% das empresas que analisa.

Em relação à inteligência artificial, Moraes concorda que Portugal tem potencial para se destacar, especialmente na área de armazenamento de dados. No entanto, reconhece que a liderança em grandes modelos de IA ainda pertence aos Estados Unidos. Ele acredita que a nova vaga de IA poderá transformar a competitividade das empresas e do Estado português, permitindo um avanço significativo na economia nacional.

A maturidade do ecossistema de startups em Portugal tem vindo a aumentar, embora ainda esteja longe de se comparar a mercados mais desenvolvidos, como o francês ou o britânico. Moraes sublinha que o venture capital é uma classe de ativos que investe em um número limitado de empresas, e que o sucesso depende de encontrar as pessoas certas para liderar projetos inovadores.

A Indico Capital Partners continua a ser uma referência no setor, e o lançamento do Indico VC Fund III representa uma nova oportunidade para impulsionar o crescimento de startups tecnológicas em Portugal e além-fronteiras. Leia também: “O futuro do venture capital em Portugal”.

Indico VC Fund III Indico VC Fund III Nota: análise relacionada com Indico VC Fund III.

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Fonte: Sapo

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