Estação do TGV em Vilar do Paraíso precisa de ligação ao Metro

A Infraestruturas de Portugal (IP) confirmou que a nova estação do TGV em Vilar do Paraíso deverá ter uma ligação ao Metro, caso esta opção seja escolhida. Carlos Fernandes, vice-presidente da IP, sublinhou que o mais importante é garantir a execução do projeto, independentemente da localização da estação. “Discutir se a estação fica a dois quilómetros a norte ou a sul é irrelevante face aos objetivos estratégicos deste projeto”, afirmou Fernandes durante a apresentação da proposta do consórcio responsável pela Alta Velocidade na Área Metropolitana do Porto.

Este primeiro troço de Alta Velocidade representa um investimento de 2,4 mil milhões de euros, um montante que supera o que Portugal investiu nos últimos dez anos. O vice-presidente da IP destacou que a prioridade é assegurar que o projeto seja cumprido e executado de acordo com as diretrizes estabelecidas.

A mudança da estação de Santo Ovídio para Vilar do Paraíso tem gerado controvérsia, especialmente entre grupos empresariais da região. Fernandes enumerou as vantagens da opção anterior, que incluem a ligação a duas linhas de metro já em funcionamento e a proximidade ao centro urbano. Além disso, a estação de Santo Ovídio já possui a Declaração de Impacte Ambiental aprovada, o que facilita o seu avanço.

Por outro lado, a nova estação em Vilar do Paraíso oferece vantagens significativas, como a proposta de quatro linhas, em contraste com as duas linhas de Santo Ovídio, o que proporciona maior flexibilidade a longo prazo. A acessibilidade rodoviária também é um ponto a favor, uma vez que a nova localização está próxima de autoestradas, facilitando o acesso dos passageiros.

No entanto, Carlos Fernandes reiterou que a nova solução precisa de garantir acessibilidade por transportes coletivos, nomeadamente através do Metro. “Não faz sentido que uma estação de Alta Velocidade não esteja servida por transportes públicos”, afirmou. A IP recebeu a proposta do consórcio no final de setembro, e agora cabe à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) avaliar a Declaração de Impacte Ambiental até ao dia 11 de dezembro de 2025.

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A decisão final sobre a localização da estação em Gaia dependerá da avaliação ambiental e da análise técnica da IP. O contrato inicial de 1,6 mil milhões de euros previa uma estação em Santo Ovídio e uma ponte rodoferroviária, enquanto o novo plano propõe a construção de duas pontes sobre o Douro, alterando significativamente o que estava previsto.

Engenheiros da área também expressaram opiniões sobre a nova localização. António Campos defendeu que “uma estação à superfície tem muitas mais vantagens”, enquanto Álvaro Costa manifestou apoio à nova localização, considerando-a de maior valor em comparação com a anterior.

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Fonte: ECO

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