O governo do Benin revelou que conseguiu abortar uma tentativa de golpe de Estado que ocorreu na manhã de hoje. O ministro do Interior, Alassane Seidou, informou que um pequeno grupo de soldados tentou desestabilizar o Estado e as suas instituições. Este incidente foi confirmado pela agência Associated Press.
Seidou destacou que as Forças Armadas do Benin, fiéis ao seu compromisso com a república, mantiveram a ordem e a segurança no país. Antes das declarações oficiais, um grupo de soldados havia aparecido na televisão estatal, autodenominando-se Comité Militar para a Refundação. Este grupo anunciou a destituição do Presidente e de todas as instituições estatais, nomeando o tenente-coronel Pascal Tigri como novo líder do comité militar.
Desde a sua independência da França em 1960, o Benin tem uma história marcada por vários golpes de Estado, especialmente nas décadas seguintes. No entanto, desde 1991, o país tem desfrutado de uma estabilidade política, após um longo período sob o governo do marxista-leninista Mathieu Kérékou.
Atualmente, não há informações oficiais sobre o estado do presidente Patrice Talon, que está no poder desde 2016 e deverá deixar o cargo em abril, após as próximas eleições presidenciais. O candidato escolhido pelo partido de Talon, Romuald Wadagni, ex-ministro das Finanças, é considerado o favorito para vencer. Por outro lado, o candidato da oposição, Renaud Agbodjo, foi excluído pela comissão eleitoral devido à falta de patrocinadores suficientes.
Este golpe de Estado frustrado é o mais recente de uma série de insurreições que têm afetado a região da África Ocidental. Em janeiro, dois aliados de Talon foram condenados a 20 anos de prisão por uma suposta conspiração para um golpe de Estado em 2024. Além disso, no mês passado, o poder legislativo do Benin decidiu prolongar o mandato presidencial de cinco para sete anos, mantendo o limite de dois mandatos.
A situação no Benin levanta preocupações sobre a estabilidade política do país e as suas instituições. O governo continua a monitorizar a situação, enquanto as Forças Armadas reafirmam o seu compromisso com a defesa da democracia. Leia também: O impacto dos golpes de Estado na estabilidade da África Ocidental.
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Fonte: Sapo





