Greve geral da UGT promete forte adesão e resposta firme

O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, está convicto de que a greve geral marcada para esta quinta-feira, em conjunto com a CGTP, “não vai falhar”. Em entrevista à agência Lusa, Mourão destacou a expectativa de uma resposta “firme e determinada dos trabalhadores” em relação ao anteprojeto de revisão da lei laboral. Segundo ele, esta proposta terá um impacto negativo significativo na vida das pessoas e das famílias em Portugal.

Após participar em vários plenários, onde constatou o descontentamento dos trabalhadores, o líder da UGT antecipa uma adesão massiva à greve geral, que marca a união das duas centrais sindicais após 12 anos. “Não vai falhar esta greve”, sublinhou.

A convocação da paralisação surge num contexto de impasse nas negociações com o Governo, que, segundo Mourão, não apresentou alterações significativas desde a proposta inicial, divulgada a 24 de julho. “A UGT não viu outra alternativa senão ir para a rua”, afirmou.

Após o anúncio da greve, a ministra do Trabalho apresentou uma nova proposta à UGT. Embora Mourão reconheça que houve melhorias em alguns pontos, como questões relacionadas com a parentalidade e o aumento da compensação por despedimento coletivo, considera que estas cedências são “inócuas” e que a UGT está “muito longe” de um acordo com o Governo.

Entre as preocupações levantadas pelo líder da UGT estão o alargamento do prazo dos contratos a termo e a revogação de normas que limitam o ‘outsourcing’. Mourão argumenta que estas mudanças podem aumentar a precariedade no mercado de trabalho e dificultar a vida dos jovens que tentam obter crédito para a compra de casa. “Se um trabalhador tem um contrato a prazo, o banco criará dificuldades para um empréstimo”, explicou.

A UGT considera que a proposta do Governo, ainda em discussão na Concertação Social, é “ideológica” e não aborda os problemas reais do mercado laboral, como os baixos salários e a necessidade de apoiar as micro e pequenas empresas. Mourão enfatizou que, apesar de a economia estar a funcionar, o país enfrenta uma falta de mão-de-obra e salários insuficientes.

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“A proposta introduz um fator de instabilidade nas empresas e é mais um ajuste de contas com a Agenda do Trabalho Digno do que uma solução para os problemas laborais em Portugal”, concluiu.

Leia também: O impacto das greves na economia nacional.

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Fonte: ECO

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