Bruxelas acelera redes elétricas para combater preços elevados

A União Europeia (UE) está a tomar medidas para acelerar o licenciamento das redes elétricas, com o objetivo de combater os preços elevados da eletricidade que afetam a competitividade das empresas europeias. Esta quarta-feira, Bruxelas anunciou que irá apresentar um conjunto de propostas para reduzir os prazos de aprovação de projetos relacionados com a eletricidade.

Atualmente, o custo da eletricidade para a indústria na UE é mais do dobro do que o registado nos Estados Unidos e na China. Esta disparidade de preços tem gerado críticas por parte das empresas, que alertam para o risco de perderem competitividade no mercado global. Além disso, a elevada fatura energética pode afastar potenciais investimentos na região.

A proposta de Bruxelas inclui um prazo máximo de dois anos para o licenciamento de projetos de redes elétricas. Caso as autoridades competentes não respondam dentro desse período, o licenciamento será automaticamente aprovado, segundo informações da agência de notícias Reuters. Esta medida visa acelerar a implementação de infraestruturas que permitam a integração de mais energia renovável na rede elétrica.

A falta de interligações entre os países da UE foi evidenciada pelo apagão ibérico de 28 de abril, que colocou em destaque a necessidade de modernização das redes elétricas. A Comissão Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, pretende centralizar os planos para estas interligações, assumindo poderes para criar projetos em áreas consideradas prioritárias, caso não existam iniciativas em curso.

Para o período entre 2028 e 2034, a UE prevê investir cerca de 30 mil milhões de euros em projetos de interligação elétrica entre países. A modernização das infraestruturas é crucial, especialmente à medida que as energias renováveis intermitentes, como a solar e a eólica, ganham cada vez mais relevância no mix energético europeu.

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Atualmente, a indústria eólica na Europa já tem projetos que somam mais de 500 gigawatts prontos para serem ligados à rede elétrica. No entanto, a falta de capacidade nas redes elétricas obriga o setor a aplicar cortes programados no abastecimento de energia renovável, resultando em desperdício de eletricidade limpa e prejudicando a rentabilidade dos produtores.

Além das questões de licenciamento, as empresas do setor energético também estão a exigir um plano militar da NATO e da UE para proteger o abastecimento de eletricidade. A invasão da Ucrânia pela Rússia e a crise energética subsequente, juntamente com ameaças digitais e físicas, levarão os governos europeus a reunir-se a 15 de dezembro com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, para discutir medidas de proteção.

Leia também: A importância da transição energética para a economia europeia.

redes elétricas Nota: análise relacionada com redes elétricas.

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Fonte: Sapo

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