Greve nos aeroportos: trabalhadores da Menzies Aviation em alerta

Os sindicatos que representam os trabalhadores da Menzies Aviation, responsáveis pela assistência em escala nos aeroportos, emitiram um pré-aviso de greve para os dias 31 de dezembro e 1 de janeiro. Esta decisão surge em resposta à incerteza criada pelo concurso para a renovação das licenças de assistência em Lisboa, Porto e Faro.

O pré-aviso foi enviado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e pelo Sindicato dos Trabalhadores de Handling, da Aviação e Aeroportos (STHAA). Os sindicatos exigem uma “garantia efetiva e escrita” de que, independentemente do resultado do concurso da ANAC, os postos de trabalho dos trabalhadores estarão assegurados, assim como os direitos consagrados na contratação coletiva e os compromissos assumidos pela Menzies para 2026.

O relatório preliminar do concurso, divulgado a 15 de outubro, atribuiu a maior pontuação ao consórcio espanhol Clece e South, que faz parte do grupo Iberia. A Menzies, que atualmente detém as licenças, contestou o resultado, e a análise do júri ainda está em curso. Se o consórcio espanhol vencer, a continuidade da Menzies, que se encontra sob um plano de insolvência, poderá estar em risco. O Governo já prorrogou as licenças atuais até 19 de maio de 2026 para evitar perturbações nos serviços de handling.

Os sindicatos alertam que, desde a divulgação do relatório preliminar, os trabalhadores da Menzies vivem uma situação de incerteza e ansiedade sobre o seu futuro, o que consideram inaceitável num setor tão crítico como o da aviação. Além disso, afirmam que, em conversas com a Clece/South, ficou claro que não existem condições para assumir compromissos escritos, nem garantias sobre os postos de trabalho ou direitos adquiridos.

De acordo com informações do Governo, não está prevista a transmissão de estabelecimentos da Menzies para a Clece/South, nem para uma solução de auto-assistência pela TAP, que também é acionista da Menzies. Esta situação afetaria 2070 dos 3743 trabalhadores da Menzies.

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Os sindicatos defendem que é legítimo que os trabalhadores da Menzies lutem pela proteção dos seus postos de trabalho e direitos, e que o Acordo de Empresa seja respeitado. O pré-aviso de greve prevê a paralisação a partir da meia-noite do dia 31 de dezembro até à meia-noite do dia 1 de janeiro, com a garantia de serviços mínimos.

Leia também: A situação dos trabalhadores da aviação em Portugal.

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Fonte: ECO

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