Chega ameaça votar contra pacote laboral sem cedências do Governo

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou que o seu partido votará contra o novo pacote laboral que está a ser discutido no Parlamento, caso o Governo não faça cedências em áreas críticas como os despedimentos e as alterações na legislação sobre parentalidade. Em declarações feitas à imprensa, à entrada de uma reunião com a Ordem dos Advogados em Lisboa, Ventura deixou claro que o Chega se opõe a várias das medidas propostas no anteprojeto de revisão da legislação laboral.

“Se fosse como está agora, está mal. O Chega está contra. Porque está errado. É um ataque a quem trabalha, é um ataque a quem investe, é um ataque a quem se esforça. É tão simples como isto”, afirmou Ventura, sublinhando que, sem alterações, o partido não aprovará o diploma.

O líder do Chega também expressou preocupações sobre a possibilidade de o Governo permitir a contratação em regime de outsourcing após um despedimento, afirmando que isso prejudica os direitos dos trabalhadores. Além disso, criticou a intenção de impedir a reintegração dos trabalhadores nas empresas em casos de despedimento ilícito, considerando que isso cria um “bar aberto para despedimentos” e demonstra uma “falta de humanidade”.

Ventura argumentou que as propostas do Governo promovem uma sensação de instabilidade laboral, afirmando que a abordagem liberal que propõe “é errada”. Com a atual composição parlamentar, o Governo PSD/CDS-PP precisa do apoio do PS ou do Chega para garantir uma maioria que permita a aprovação de novos diplomas. Contudo, o PS já manifestou uma postura crítica em relação a esta proposta, o que pode levar a que as alterações sejam chumbadas na Assembleia da República.

Sobre a greve geral, Ventura defendeu que o Governo é o responsável pela situação, pois não houve espaço para negociar e evitar uma “lei que quer despedir toda a gente de qualquer maneira”. Ele considera que a nova legislação laboral não beneficia quem trabalha, mas sim aqueles que dependem de subsídios.

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O presidente do Chega também comentou os distúrbios ocorridos junto à Assembleia da República, lamentando que os protestos sejam, segundo ele, protagonizados por pessoas de esquerda. Em relação a uma queixa sobre insultos racistas contra membros do Chega, Ventura afirmou que os seus filiados também foram alvo de insultos e que a situação está a ser distorcida.

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Fonte: ECO

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