No segundo episódio do podcast “Pensar em Grande”, uma colaboração entre o ECO e a BRP – Associação Business Roundtable Portugal, Nuno Terras Marques, CEO do Grupo Visabeira, partilha a sua visão sobre a importância das grandes empresas na economia nacional. O Grupo Visabeira, com uma forte presença internacional, é um exemplo de diversidade em negócios e geografia, destacando-se pela icónica marca Vista Alegre, que simboliza a excelência portuguesa.
A Vista Alegre, uma marca centenária, é apresentada por Nuno Terras Marques como um modelo de sucesso que combina tradição, arte, design e tecnologia. Este enfoque permite à empresa competir eficazmente nos mercados internacionais. Além disso, no setor B2B, a Construtel, especializada em engenharia de redes, telecomunicações e energia, tem vindo a afirmar-se como um dos principais prestadores de serviços na Europa e nos Estados Unidos.
Para Nuno Terras Marques, a diversidade do grupo não é apenas uma característica, mas uma estratégia de resiliência. A operação em setores variados e em diferentes geografias ajuda a mitigar riscos e a manter uma visão de longo prazo, algo que considera crucial num mundo em constante mudança. “Temos de medir os riscos”, afirma.
O CEO do Grupo Visabeira também faz uma crítica ao contexto nacional, apontando que Portugal é eficaz na identificação de problemas, mas hesita na implementação de soluções. “Falta ambição nos atos. Em fazer”, destaca, referindo que existe uma tendência para o debate excessivo e uma escassez de decisões concretas que enfrentem os desafios do país.
Uma das questões que Nuno Terras Marques aborda é a desconfiança em relação às grandes empresas, que considera um erro estratégico. Para ele, a escala das empresas não deve ser vista como um fim, mas sim como um meio essencial para investir, inovar, atrair talento e gerar valor económico sustentável. “Tem que deixar de existir o estigma das grandes empresas”, defende, sublinhando que são estas organizações que têm a capacidade de competir a nível global e de impulsionar o ecossistema à sua volta.
Pensar em grande, conclui, é uma questão de mudar mentalidades e reconhecer que o crescimento requer risco, disciplina e visão. É fundamental olhar para os mercados “não como barreiras, mas como potencial” e transformar a ambição em ação concreta. Esta mensagem ressoa ao longo de toda a conversa e convida os ouvintes a explorar o episódio na íntegra.
Leia também: A importância da inovação nas empresas portuguesas.
grandes empresas grandes empresas Nota: análise relacionada com grandes empresas.
Leia também: Mercado de tecnologia quântica pode alcançar 93 mil milhões até 2035
Fonte: ECO





