O ministro da Educação, Fernando Alexandre, está sob fogo cruzado após uma apresentação sobre o novo modelo de ação social, onde foi acusado de estigmatizar alunos de famílias com menos rendimentos que dependem das residências universitárias. Em resposta, o ministro desmentiu as alegações e exigiu uma explicação da direção de informação da RTP, liderada por Vítor Gonçalves.
“Acho inacreditável que a direção da RTP não explique isto”, afirmou Fernando Alexandre. O ministro defendeu o modelo que apresentou, que visa melhorar a igualdade de oportunidades e a liberdade de escolha para os estudantes. No entanto, reconheceu que ainda não será possível transformar as residências em espaços de integração e bem-estar, como desejado.
Na sua intervenção, o ministro destacou a importância das residências universitárias como um fator essencial para o acesso ao ensino superior. “As residências devem ser espaços de integração para estudantes deslocados, e não apenas dormitórios para alunos de baixos rendimentos”, sublinhou. Ele recordou a sua própria experiência como estudante bolseiro, enfatizando que as residências devem proporcionar um ambiente acolhedor e inclusivo.
Fernando Alexandre também abordou a crítica à sua intervenção, questionando a falta de pensamento crítico por parte de quem interpretou as suas palavras de forma negativa. “Quem saltou para essa conclusão fê-lo porque quis”, disse, referindo-se ao ataque à sua reputação. O ministro defendeu que a ação social deve ser desenhada para garantir igualdade de oportunidades, e não para proteger instituições.
O novo modelo de ação social, segundo o ministro, pretende ser progressivo, ajustando os apoios de acordo com os rendimentos dos alunos e os custos de estudar em diferentes localidades. “O apoio ao alojamento deve ser proporcional às necessidades de cada estudante”, afirmou. Além disso, Fernando Alexandre anunciou que o governo está a planear aumentar significativamente o investimento em ação social, passando de 150 milhões para cerca de 400 milhões de euros.
Apesar das críticas, o ministro garantiu que não tem intenção de abandonar o cargo e que está a receber apoio para implementar as reformas necessárias. “Estamos a fazer um grande investimento nas residências universitárias, com a adição de mais 26 mil camas no próximo ano”, concluiu.
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residências universitárias Nota: análise relacionada com residências universitárias.
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Fonte: ECO





