Nomeações nas ULS devem ser técnicas, alerta Ordem dos Médicos

O bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, fez um apelo claro sobre as nomeações para os conselhos de administração das Unidades Locais de Saúde (ULS). Segundo ele, estas devem ser fundamentadas em competência, experiência e conhecimento do terreno, e não em “amiguismo” ou critérios político-partidários. Este alerta surge num momento em que dez conselhos de administração de ULS terminaram os seus mandatos no final de janeiro.

Entre as ULS que viram os seus mandatos expirarem está a ULS de São José, em Lisboa. De acordo com informações do jornal Observador, Miguel Paiva, militante do PSD, será o novo presidente, substituindo Rosa Valente de Matos. O bastonário não se pronunciou sobre casos específicos, mas reiterou a importância de que as nomeações sejam feitas com base em critérios técnicos.

Cortes sublinhou que a substituição de administradores que têm demonstrado um bom desempenho gera desconfiança. Para ele, a gestão das ULS não deve ser influenciada por questões políticas, mas sim por profissionais qualificados. “Temos que acabar com estes ciclos de ‘amiguismo’ e de politiquismo nas nomeações”, afirmou.

Embora reconheça que cargos como o de ministro são de natureza política, o bastonário defendeu que a administração local do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deve ser gerida por pessoas escolhidas pela sua competência, e não pela sua ligação a partidos. A Direção Executiva do SNS confirmou que os mandatos das ULS do Nordeste, Trás-os-Montes e Alto Douro, S. João e Sto António, Matosinhos, Coimbra, Médio Tejo, S. José, Litoral Alentejano e Baixo Alentejo também terminaram.

A direção executiva não comentou as nomeações que ainda não ocorreram, mas Rosa Valente de Matos, atual administradora da ULS de São José, confirmou a sua saída após seis anos no cargo. Em mensagem aos funcionários, expressou orgulho pelas conquistas da instituição, que impacta a vida de milhares de pessoas diariamente.

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A Ordem dos Médicos continua a insistir na necessidade de um SNS mais eficiente, onde as nomeações ULS sejam feitas com base em critérios técnicos e de qualidade. “A gestão deve ser feita por quem realmente conhece o terreno e tem a experiência necessária”, concluiu Cortes.

Leia também: A importância da gestão técnica nas instituições de saúde.

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Fonte: Sapo

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