Os mercados financeiros iniciam a primeira semana completa de 2026, após uma última semana de 2025 marcada por resultados fracos. Esta semana, a atividade macro retoma com a divulgação de indicadores económicos cruciais que poderão influenciar as decisões dos investidores.
Para Wall Street, os analistas do Bankinter destacam três fatores principais que devem ser monitorizados: a inteligência artificial (IA), as potenciais descidas das taxas de juros da Reserva Federal (Fed) e os lucros empresariais, que se prevê que cresçam a um ritmo de duplo dígito baixo. No que toca à IA, os analistas afirmam que as notícias relacionadas com esta tecnologia continuam a impulsionar o mercado a curto prazo, como se viu com a valorização de 4% das ações de empresas de semicondutores na última sexta-feira. Contudo, alertam que este entusiasmo pode transformar-se num “presente envenenado” se as empresas do setor decidirem entrar em bolsa com avaliações excessivamente elevadas.
As atas da última reunião da Fed, divulgadas na semana passada, revelaram uma certa insegurança quanto à continuidade das descidas das taxas de juros. Esta semana, espera-se que Donald Trump nomeie o sucessor de Jerome Powell, com Kevin Hassett, seu assessor económico principal, a ser o favorito para o cargo. A atividade macro desta semana inclui a divulgação dos dados sobre a inflação na Europa e as estatísticas de emprego nos Estados Unidos, que são esperados com grande expectativa pelos investidores.
Em relação à Venezuela, os analistas do Bankinter afirmam que as mudanças políticas no país poderão resultar numa diminuição dos preços do petróleo, o que, por sua vez, ajudará a aliviar as tensões inflacionistas. Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe, comenta que os preços do petróleo WTI caíram mais de 1,5% no início da negociação de segunda-feira, situando-se atualmente em torno dos 56,40 dólares por barril. A reação inicial dos mercados financeiros à intervenção dos EUA na Venezuela foi de otimismo cauteloso, refletindo a esperança de que a remoção do presidente venezuelano possa levar a um realinhamento político favorável aos interesses norte-americanos. No curto prazo, especialmente em relação às exportações de petróleo, o cenário parece manter-se estável.
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Fonte: Sapo





