A corretora de resseguros Howden Re está à espera da criação do Fundo Sísmico em Portugal, um projeto que visa proteger o país contra desastres naturais. Este fundo, que está a ser discutido, pretende funcionar como uma solução de resseguro público-privada, semelhante ao modelo já implementado em Espanha pelo Consorcio de Compensación de Seguros (CCS).
David Santos, Managing Director da Howden Re Iberia, manifestou o interesse da corretora em colaborar com a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) na estruturação deste novo organismo. “A Howden Re teria todo o gosto em colaborar com a ASF para estruturar uma solução de resseguro público-privada para o mercado português”, afirmou Santos.
O Fundo Sísmico em Portugal surge como uma resposta à necessidade de proteção contra eventos de grande impacto, como sismos e inundações, que muitas vezes não estão cobertos pelos seguros tradicionais. A ASF já entregou o projeto legislativo ao anterior Governo, mas a sua implementação ainda está em discussão.
Gabriel Bernardino, Presidente da ASF, destacou a importância de inspirar o Fundo Sísmico em modelos internacionais de sucesso. Durante a sua tomada de posse, Bernardino sublinhou que o fundo deve promover um “sistema de responsabilidade partilhada entre o setor privado e o Estado”, garantindo assim uma proteção mais eficaz para os cidadãos.
A Howden Re, em parceria com a Howden Iberia, já está a realizar a modelação de catástrofes naturais em Espanha, fornecendo avaliações e estimativas de Perda Máxima Provável (PML) para o CCS. Este trabalho poderá ser um bom ponto de partida para a implementação do Fundo Sísmico em Portugal, onde a corretora está disposta a aplicar a sua experiência.
A criação do Fundo Sísmico é, portanto, um passo crucial para a segurança e proteção dos cidadãos portugueses. Com a colaboração de entidades como a Howden Re, espera-se que este fundo possa ser estruturado de forma a responder eficazmente aos desafios que desastres naturais representam.
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Fonte: ECO





