Os partidos da Gronelândia uniram-se para reafirmar o direito à autodeterminação do território, em resposta a recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma declaração conjunta, os líderes políticos gronelandeses afirmaram que “o futuro da Gronelândia deve ser decidido pelos gronelandeses”, enfatizando que essa decisão deve ser tomada sem pressões externas e respeitando o direito internacional e o Estatuto de Autonomia da ilha.
A declaração, assinada pelo primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen e pelo líder do segundo maior partido, Pelle Broberg, sublinha que “nenhum outro país pode interferir” nas questões internas da Gronelândia. Os políticos gronelandeses expressaram o desejo de que se ponha fim ao que consideram desprezo dos Estados Unidos pela ilha, reiterando a sua identidade: “Não queremos ser americanos, não queremos ser dinamarqueses, queremos ser gronelandeses”.
Os líderes destacam que a Gronelândia é governada pelo direito internacional e pelo seu Estatuto de Autonomia, e que os seus cidadãos têm o direito de eleger o seu Parlamento e Governo. Além disso, afirmam que continuarão a colaborar com os Estados Unidos e outros países ocidentais, mas sempre dentro dos princípios de respeito mútuo e diálogo diplomático.
A declaração surge num momento em que Trump afirmou que não permitirá que “a Rússia ou a China ocupem a Gronelândia”, insinuando a possibilidade de ações mais assertivas em relação ao território. O presidente norte-americano questionou a soberania da Dinamarca sobre a Gronelândia, afirmando que a presença dinamarquesa na ilha, há 500 anos, não a torna proprietária do território.
Na próxima semana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reunirá com o seu homólogo dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, e com a ministra dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia, Vivian Motzfeldt, para discutir a situação. O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, também abordou o tema com Rubio, focando no reforço da segurança no Ártico.
Trump tem gerado preocupação entre os seus aliados ao não descartar a possibilidade de uso da força militar para tomar a Gronelândia, um território rico em recursos naturais. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que uma ação militar dos EUA poderia comprometer a aliança militar ocidental, que já dura 76 anos.
Os líderes gronelandeses reafirmam a sua posição, destacando que o diálogo deve ser baseado na diplomacia e nos princípios internacionais, e que o caminho para a segurança do seu povo passa pelo respeito à sua autodeterminação. “Continuaremos a trabalhar para desenvolver as possibilidades de alcançar a segurança do nosso povo”, concluem.
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Fonte: Sapo





