Durante um almoço-comício no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, fez uma crítica contundente aos candidatos da direita, afirmando que a campanha eleitoral se transformou numa competição para conquistar o apoio do Primeiro-Ministro. “Em vez de explicarem porque merecem os votos, os candidatos passaram a explicar porque merecem o carinho do senhor Primeiro-Ministro. Nesta campanha, a competição é um Montenegrómetro”, afirmou Martins, perante cerca de 400 apoiantes.
A candidata não poupou críticas a cinco figuras políticas, nomeadamente João Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, Luís Marques Mendes, do PSD e CDS-PP, Henrique Gouveia e Melo, André Ventura, do Chega, e António José Seguro, do PS. Martins ironizou sobre as interações entre estes candidatos, referindo que “Cotrim manda uma carta – ‘Vossa excelência pode contar comigo’ –, Marques Mendes manda o recado – ‘Luís, sabes que sou do teu partido’ –, Gouveia e Melo faz-se fotografar ao lado de uma estátua do fundador do partido de Montenegro e Ventura garante que esse fundador, se fosse vivo, estaria a carregar uma bandeira do Chega”.
A líder do Bloco de Esquerda também abordou o papel de António José Seguro durante o período da troika, acusando-o de ter colaborado com o governo de Pedro Passos Coelho. “Aquele contra o qual Mário Soares se levantou, ontem foi receber a bênção de Santana Lopes”, destacou Martins, referindo-se ao ex-primeiro-ministro.
No mesmo evento, Catarina Martins recebeu o apoio da socialista Isabel Moreira, que não esteve presente, mas enviou um texto que foi lido. A candidata elogiou figuras históricas do PS, como Mário Soares e Jorge Sampaio, destacando a importância de um Presidente que trabalhe pelo país e que escute as vozes dos cidadãos. “Ser presidente não é pôr uma medalha ao peito, é trabalhar por Portugal”, defendeu.
Martins sublinhou que a verdadeira força do país reside nas pessoas que se mobilizam e lutam por melhores condições, como os profissionais de saúde e os professores. “O futuro do país não está em conversas de palácio”, alertou, enfatizando a necessidade de uma liderança que represente as lutas da população.
“Votar em alguém para ter uma conversa nas quintas-feiras é desistir de Portugal. Votar em alguém para ter a certeza que não fará nada é desistir de si próprio”, concluiu, reforçando a sua visão de um futuro mais participativo e democrático.
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Fonte: Sapo





