Na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte), a corrida à presidência está acesa. António Cunha, atual presidente e candidato independente, enfrenta Álvaro Santos, escolhido pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, numa disputa que destaca a influência política nas eleições regionais. Cunha critica a nomeação de Santos, afirmando que “devem ser as pessoas do Norte a eleger o futuro presidente”.
Cunha, que já lidera a CCDR Norte desde 2020, recorda que o modelo de eleição atual, que permite a escolha por colégios eleitorais regionais, é uma mudança significativa em relação ao passado, quando os presidentes eram nomeados pelo Governo. O atual presidente considera que a nova orgânica tem um “excesso de governamentalização”, onde a nomeação de vice-presidentes é feita em grande parte pelo Governo, algo que ele acredita que deve ser mais regionalizado.
Por outro lado, Álvaro Santos defende a sua candidatura, afirmando que a CCDR é uma instituição do Estado e que a sua missão é servir o território e as pessoas. Santos, que renunciou à vice-presidência da Câmara de Gaia para se candidatar, sublinha a necessidade de uma liderança com visão estratégica e capacidade de planeamento para a região.
A disputa entre os dois candidatos é intensa, com ambos a reivindicarem o apoio de autarcas da região. Cunha menciona ter o apoio de 900 membros do colégio eleitoral e um manifesto de apoio assinado por 50 personalidades influentes. Santos, por sua vez, acredita que a sua ligação ao Governo e a experiência na Câmara de Gaia lhe conferem uma vantagem.
As eleições para a presidência da CCDR Norte estão agendadas para esta segunda-feira, e a expectativa é alta, uma vez que apenas nesta comissão há competição, ao contrário das outras quatro CCDR do país, onde há apenas um candidato. O resultado desta eleição poderá ter um impacto significativo na forma como a CCDR Norte opera e na sua capacidade de responder aos desafios regionais.
António Cunha e Álvaro Santos representam visões diferentes para o futuro da CCDR Norte, e a decisão dos autarcas da região será crucial para determinar quem liderará a comissão nos próximos anos. Leia também: “Impacto das CCDR nas políticas regionais”.
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Fonte: ECO





