As taxas Euribor registaram uma nova subida esta segunda-feira, afetando os prazos de três, seis e 12 meses, em comparação com a sessão anterior. A taxa a três meses aumentou 0,013 pontos, fixando-se em 2,074%. Apesar deste aumento, continua a estar abaixo das taxas a seis meses, que se situam em 2,086%, e a 12 meses, que alcançaram 2,148%.
A taxa Euribor a seis meses é particularmente relevante, uma vez que se tornou a mais utilizada em Portugal para créditos à habitação com taxa variável desde janeiro do ano passado. Dados do Banco de Portugal indicam que esta taxa representava, em junho, 37,74% do total de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. As taxas Euribor a 12 e a três meses, por sua vez, representavam 32,28% e 25,58%, respetivamente.
No que diz respeito à taxa Euribor a 12 meses, esta subiu 0,029 pontos, passando de 2,119% para 2,148%. Esta tendência de aumento das taxas Euribor reflete as expectativas do mercado em relação à política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
Na última reunião de política monetária, realizada a 24 de julho, o BCE decidiu manter as taxas diretoras, uma decisão que já era esperada pelos analistas, após oito cortes consecutivos desde junho de 2024. Enquanto alguns especialistas acreditam que as taxas diretoras permanecerão inalteradas até ao final do ano, outros preveem um possível corte de 25 pontos base na próxima reunião, agendada para 10 e 11 de setembro em Frankfurt.
As taxas Euribor são definidas com base na média das taxas de juro às quais um grupo de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário. Este mecanismo é crucial para a determinação das condições de crédito, especialmente para os cidadãos que dependem de empréstimos à habitação.
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Fonte: ECO




