O candidato presidencial André Ventura, líder do partido Chega, manifestou a sua oposição a uma campanha eleitoral baseada em ataques pessoais. Em declarações feitas antes de uma arruada em Viseu, Ventura sublinhou que os eleitores desejam um debate centrado nas questões relevantes para o país, e não uma troca de insultos entre adversários.
“Quero fazer uma campanha elevada, discutir as causas e os problemas do país. É isso que eu quero e acho que as pessoas querem isso”, afirmou Ventura, ao recusar a ideia de centrar a sua campanha em críticas a figuras políticas como António Costa, Gouveia e Melo, António José Seguro ou Marques Mendes. O candidato enfatizou que a política deve ser uma plataforma para discutir soluções e não um espaço para ataques.
Durante a sua intervenção, Ventura foi questionado por uma jornalista da SIC sobre declarações anteriores que fez em relação a outros políticos. Em resposta, afirmou que “a SIC é muito mais experiente em dizer mal de mim do que eu dos outros adversários”, o que gerou aplausos entre os seus apoiantes.
André Ventura também abordou as críticas feitas por António José Seguro, que o acusou de extremismo. O candidato do Chega defendeu que estas acusações visam semear medo entre os eleitores. “Os líderes do PS têm-se especializado nisso, dizendo que, se eu ou o Chega ganharmos, virá o racismo, o fascismo e o regresso ao passado”, destacou.
Ao mesmo tempo que rejeitava uma campanha de ataques, Ventura insinuou que Seguro está mais preocupado com a manutenção de privilégios do que com os problemas do país. “Podemos passar o resto da campanha com António José Seguro a chamar-me de fascista e racista, enquanto eu o chamo de tachista e agarrado à corrupção de regime, ou podemos discutir temas importantes”, disse, criticando a recente criação de mais vice-presidentes nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
Ventura questionou diretamente Seguro sobre a transformação das CCDR em “depósitos de antigos autarcas do PS e do PSD”. “Concorda ou não que estas CCDR se tenham tornado depósitos de antigos autarcas do PS e do PSD e de reformas douradas? Concorda ou não com o aumento de 25 vice-presidentes das CCDR?”, desafiou, reforçando a necessidade de um debate mais construtivo.
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Fonte: ECO





