UGT prepara contraproposta à reforma laboral após eleições

A UGT (União Geral de Trabalhadores) está a preparar uma contraproposta à reforma laboral apresentada pelo Governo, que será divulgada após as eleições presidenciais. As negociações entre os parceiros sociais e o Executivo devem ser retomadas, e a central sindical já está a finalizar os detalhes da sua proposta, que deverá incluir algumas das medidas mais controversas.

O adiamento da reunião de concertação social, que estava agendada para o dia 14, foi um fator que levou a UGT a decidir apresentar a contraproposta. Sérgio Monte, secretário-geral adjunto da UGT, explicou que a decisão é sensata, considerando a proximidade das eleições. “Não foi a UGT que pediu o adiamento, mas entendemos que, nesta fase, é melhor evitar ruídos desnecessários”, afirmou.

A expectativa é que a nova reunião de concertação social ocorra a 21 de fevereiro, uma quarta-feira, dia habitual para estas discussões. Enquanto isso, a CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) tem um encontro marcado com o primeiro-ministro no dia 14, onde irá reforçar a sua oposição à proposta de reforma laboral, que considera rejeitada pela população durante a greve geral de dezembro.

A UGT já tem um esboço da contraproposta, mas ainda precisa de ouvir os sindicatos associados antes de finalizar a versão completa. A central sindical comprometeu-se a divulgar todos os detalhes até ao final do mês. Sérgio Monte sublinhou que a base da sua contraproposta será o Código do Trabalho, e não a proposta do Governo, e que muitas das medidas mais emblemáticas serão alvo de revisão.

Entre as questões mais polémicas que a UGT pretende contestar estão o banco de horas individual, o fim das restrições ao outsourcing e as alterações nos contratos a termo. Estas medidas são consideradas “difíceis de digerir” e, por isso, serão alvo de contraproposta.

Leia também  Revisões de Emprego e Inflação: O que Esperar Esta Semana

O Governo, no ano passado, avançou com uma revisão significativa da legislação laboral, propondo alterações a mais de cem artigos, com o objetivo de flexibilizar os regimes laborais e aumentar a competitividade da economia. No entanto, a oposição sindical não tardou a manifestar-se, culminando numa greve geral em dezembro, a primeira em doze anos.

O Executivo já fez algumas concessões, como a reposição de três dias de férias retirados durante o período da troika, em vez de permitir que os trabalhadores comprassem dias adicionais de férias. Além disso, abandonou a simplificação dos despedimentos por justa causa nas médias empresas e reduziu as horas de formação obrigatórias nas microempresas.

A UGT continua a trabalhar na sua contraproposta, que promete trazer à mesa de negociações as preocupações dos trabalhadores e a necessidade de uma reforma laboral que respeite os direitos laborais.

Leia também: O impacto das reformas laborais na economia portuguesa.

reforma laboral reforma laboral Nota: análise relacionada com reforma laboral.

Leia também: Aposta da China em IA e robótica não impulsiona economia

Fonte: Sapo

Simular quanto pode poupar nos seus seguros!

Não percas as principais notícias e dicas de Poupança

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Back To Top